Governadora Fátima Bezerra destacou a relevância do faturamento do agronegócio para a sustentação das cadeias produtivas no interior do estado. Fotos: Humberto Sales/Assecom

Governadora Fátima Bezerra destacou a relevância do faturamento do agronegócio para a sustentação das cadeias produtivas no interior do estado. Fotos: Humberto Sales/Assecom

Economia

Agro Plano Safra 2026/27 prevê mais de R$ 900 milhões para o Rio Grande do Norte

O montante para o novo ciclo representa um aumento de 9% em relação ao ciclo anterior, quando houve a liberação de R$ 831,4 milhões. A agricultura familiar receberá a maior parcela de investimento, totalizando R$ 670,2 milhões

por: Assecom Governo do RN

Publicado 2 de setembro de 2026 às 18:52

O Rio Grande do Norte contará com R$ 908,2 milhões em recursos de fomento e crédito rural garantidos pelo novo ciclo do Plano Safra 2026/2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (2), durante uma reunião técnica entre a governadora Fátima Bezerra e representantes de instituições estaduais e federais.

O montante para o novo ciclo representa um aumento de 9% em relação ao ciclo anterior, quando houve a liberação de R$ 831,4 milhões. Do montante global de recursos projetados para o estado potiguar, a agricultura familiar receberá a maior parcela de investimento, totalizando R$ 670,2 milhões — o equivalente a cerca de 74% do total.

Os R$ 238 milhões restantes serão destinados a operações de crédito de mercado voltadas ao segmento da agricultura empresarial. Os repasses serão viabilizados por meio de linhas de financiamento, contratação de seguro agrícola e prestação de assistência técnica direta aos produtores rurais.

Durante o encontro, a governadora Fátima Bezerra destacou a relevância do faturamento do agronegócio para a sustentação das cadeias produtivas no interior do estado. “O volume de recursos destinado ao estado deve contribuir para ampliar a capacidade produtiva, a geração de renda no campo e o abastecimento de alimentos”, disse.

A governadora ressaltou que o Plano Safra inclui linhas de financiamento e iniciativas voltadas a diferentes segmentos do setor rural. “Ao incentivar a agricultura familiar, não apenas asseguramos o acesso a uma alimentação saudável, mas também proporcionamos aos trabalhadores rurais as condições necessárias para que permaneçam em suas terras, promovendo o desenvolvimento sustentável e o bem-estar social do nosso povo”, ressaltou.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf) falou da importância do acesso ao crédito como incentivo à capacitação técnica dos trabalhadores rurais. “Com o apoio de ações como Pronaf B, esperamos um salto expressivo para fortalecer atividades e ampliar a participação de agricultores familiares em políticas de financiamento e produção”, justificou.

A maior parcela dos recursos está concentrada no Agroamigo, programa de microfinança rural do Banco do Nordeste (BNB) voltado aos agricultores familiares. O financiamento é destinado aos produtores que atendem aos critérios do programa e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) regularizado. “O Pronaf B é o nosso carro-chefe. O Rio Grande do Norte foi o segundo estado que mais cresceu e aplicou recursos nessa modalidade, superando a nossa meta”, comemorou Jeová Lins, superintendente do BNB.

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Durante o evento, a governadora prestou homenagem a Manoel Cândido da Costa, ex-dirigente da Fetarn e da Contag, falecido na manhã desta quarta-feira. Fátima Bezerra destacou a atuação histórica do líder sindical pela dignidade do trabalhador rural, pela defesa da democracia e pelo avanço das políticas de apoio ao homem do campo.

Plano Safra terá R$ 525,1 bilhões para todo o país

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2026/2027, destinando R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores — um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Com vigência de julho de 2026 a junho de 2027, o montante reserva R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização e R$ 110,3 bilhões para investimentos produtivos. O novo ciclo reduziu as taxas de juros para patamares entre 9% e 12% ao ano e instituiu restrições ambientais, vedando o acesso a recursos subsidiados para empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa.

Para a agricultura familiar, o plano disponibiliza R$ 85,2 bilhões exclusivos ao Pronaf, integrando crédito, seguro e assistência técnica. As taxas de juros foram fixadas em níveis altamente competitivos, sendo 2% para a produção geral de alimentos e 1% para sistemas agroecológicos e orgânicos.

A reunião técnica contou com a participação de representantes do Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Ministério da Agricultura e Pecuária, além de órgãos estaduais como a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) e o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RN).

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