Reprodução por Inteligência Artificial de relato de piloto sobre avistamento de OVNIs em Guarulhos (SP). | Foto: IA/Gemini
Documentos da FAB enviados ao Arquivo Nacional mostram relatos de pontos luminosos e objetos não identificados em sete estados brasileiros; Londrina, no Paraná, concentrou cinco ocorrências
Publicado 13 de agosto de 2026 às 20:27
Pelo menos 18 registros de fenômenos aéreos não identificados foram feitos no Brasil em 2025, segundo documentos da Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizados pelo Arquivo Nacional. Os relatos foram feitos por pilotos, controladores de tráfego aéreo e outros profissionais ligados à aviação, conforme informações da CNN.
O Paraná concentra o maior número de registros, com cinco ocorrências, todas em Londrina. O Ceará aparece em seguida, com quatro casos. Também há registros em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Mato Grosso.
Nos documentos, os relatos descrevem principalmente pontos luminosos e objetos que não chegaram a ser identificados. Parte dos registros foi feita em novembro e dezembro de 2025, durante comunicações relacionadas ao controle do tráfego aéreo.

Em um dos registros, feito em 23 de novembro de 2025, uma operadora da torre de controle de Londrina relatou ter visto um objeto branco e redondo. Segundo o documento, o objeto parecia uma aeronave, desaparecia e reaparecia com frequência e ficava visível por poucos minutos. A operadora também informou que fez uma filmagem, mas o vídeo não está disponível entre os arquivos divulgados.

Outro registro foi feito em Guarulhos, em São Paulo, em 1º de setembro de 2025. Um comandante da Latam relatou ter visto duas ou três luzes fortes, nas cores branca, vermelha e amarela. Segundo ele, os movimentos eram irregulares. O piloto também relatou ter enfrentado turbulência durante o episódio.

A FAB informou que os documentos, vídeos, fotografias e relatos disponíveis no âmbito do Comando da Aeronáutica sobre fenômenos aéreos não identificados, produzidos entre 1952 e 2025, foram transferidos para o Arquivo Nacional. O material pode ser consultado publicamente.
Segundo a Força Aérea, o Comando da Aeronáutica recebe, registra e cataloga as ocorrências antes de encaminhá-las ao Arquivo Nacional.
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A transferência segue a Portaria nº 551/GC3, de 9 de agosto de 2010. A norma trata do envio ao Arquivo Nacional dos relatos de fenômenos aéreos recebidos pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).
A expressão OVNI, portanto, não significa que o objeto tenha origem extraterrestre. O termo é usado para identificar algo observado no céu que não foi identificado naquele momento ou nos registros disponíveis.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DA FORÇA AÉREA
A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que todos os documentos, vídeos, fotografias, relatos, entre outros, disponíveis, no âmbito do Comando da Aeronáutica, sobre fenômenos aéreos não identificados, no período de 1952 a 2025, já foram transferidos para o Arquivo Nacional, onde são de domínio público.
A Portaria do Comando da Aeronáutica nº 551/GC3, de 09 de agosto de 2010, trata sobre o envio dos relatos de fenômenos aéreos recebidos pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) ao Arquivo Nacional. Isto é, o Comando da Aeronáutica recebe, registra, cataloga e encaminha as ocorrências para aquele órgão, onde serão disponibilizadas para consulta.
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