Após perda do mandato na Câmara, Eduardo Bolsonaro recebe ordem oficial para voltar à Polícia Federal; ausências podem gerar punições. | Foto: Reprodução/Youtube

Cotidiano

Decisão PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Ministro da Justiça deve assinar ato de expulsão após ex-parlamentar não se reapresentar para trabalhar no Rio de Janeiro

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de julho de 2026 às 08:09

A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão dele por abandono do cargo de escrivão. O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do ex-parlamentar da corporação. A medida ocorre após o ex-deputado não se reapresentar para trabalhar no Rio de Janeiro.

Eduardo Bolsonaro ingressou na PF por concurso público em 2010. Ele teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado pelo acúmulo de faltas sem justificativa. Com a perda do mandato, ele deveria retornar ao posto no Rio de Janeiro. A Polícia Federal abriu o PAD em fevereiro deste ano devido à ausência do servidor, que permaneceu afastado do cargo desde então.

Durante a instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que o servidor entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e se define como exilado político.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação. A pena resulta de sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.

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