Especialistas recomendam usar redes sociais apenas como fonte complementar de informação. | Foto: Reprodução

Cotidiano

SAÚDE Pesquisa faz alerta: milhões colocam a saúde em risco ao confiar em dicas das redes sociais

Estudo mostra que milhões de pessoas tomam decisões sobre tratamentos com base em informações encontradas nas redes sociais, apesar de considerarem esse conteúdo pouco confiável

por: NOVO Notícias

Publicado 24 de julho de 2026 às 20:45

Uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA) acendeu um alerta sobre um hábito cada vez mais comum: usar redes sociais para tomar decisões relacionadas à saúde. O estudo mostra que mais de um em cada cinco usuários dessas plataformas afirmou já ter mudado alguma decisão médica com base no que viu na internet, mesmo que quase 78% considerem esse tipo de informação falsa ou enganosa.

Os pesquisadores analisaram respostas de mais de 7,2 mil adultos nos Estados Unidos, representando cerca de 262 milhões de pessoas. Segundo o levantamento, quase 88% disseram usar redes sociais regularmente e a maioria já compartilhou ou buscou informações sobre sintomas, doenças ou tratamentos.

Segundo a médica Leana Wen, professora da Universidade George Washington e entrevistada pela CNN, é compreensível que as pessoas recorram às redes sociais. Elas oferecem informações rápidas, gratuitas e fáceis de entender, além de permitir contato com pessoas que passaram por problemas semelhantes.

O problema, segundo a especialista, é que as plataformas não diferenciam um conteúdo produzido por um médico de uma opinião publicada por um influenciador sem formação na área. Além disso, publicações mais polêmicas ou sensacionalistas costumam receber mais alcance do que informações baseadas em evidências científicas.

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A médica também faz um alerta sobre o uso da inteligência artificial para esclarecer dúvidas de saúde. Ela afirma que ferramentas de IA podem ajudar a entender termos médicos, resumir informações confiáveis e preparar perguntas para consultas, mas não devem substituir a avaliação de um profissional. Segundo ela, esses sistemas ainda podem gerar respostas incorretas ou interpretar de forma equivocada a situação de cada paciente.

A recomendação é usar redes sociais e inteligência artificial apenas como apoio para obter conhecimento. Quando o assunto envolver diagnóstico, início ou interrupção de medicamentos e escolha de tratamentos, a orientação é sempre confirmar as informações com um profissional de saúde.

O que mais chamou atenção na pesquisa

  • O estudo ouviu mais de 7.270 adultos, representando cerca de 262 milhões de americanos.
  • Mais de 1 em cada 5 usuários disse já ter tomado decisões sobre saúde com base nas redes sociais.
  • Quase 78% afirmam acreditar que há informações falsas ou enganosas nessas plataformas.
  • Cerca de 88% dos adultos entrevistados usam redes sociais.
  • Aproximadamente 70% participam de comunidades online sobre saúde.

Como evitar cair em informações falsas sobre saúde

  • Verifique quem publicou a informação.
  • Desconfie de promessas de cura rápida ou milagrosa.
  • Evite comprar suplementos ou tratamentos indicados apenas por influenciadores.
  • Confirme a informação em fontes reconhecidas ou com seu médico.
  • Use a inteligência artificial para entender conceitos, mas nunca como substituta de uma consulta médica.
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