Imóveis ligados à investigação da Operação Plata foram vendidos em leilão | Foto: Divulgação/MPRN
Bens vendidos pela Senad estavam ligados à investigação da Operação Plata, deflagrada pelo MPRN em 2023 para apurar tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro
Publicado 26 de agosto de 2026 às 12:07
Um leilão de imóveis ligados à Operação Plata, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), arrecadou R$ 1.765.500. Os bens estavam localizados em São Paulo e foram vendidos pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
A operação foi deflagrada em fevereiro de 2023, após uma investigação iniciada em 2019 para apurar tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo o MPRN, o esquema envolvia patrimônio como fazendas, rebanhos e imóveis ligados a igrejas.
Segundo a investigação, mais de R$ 23 milhões teriam sido movimentados pelo grupo, apontado pelo MPRN como ligado a uma das principais facções criminosas do país.
Quando foi deflagrada, a Operação Plata cumpriu sete mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão. As medidas ocorreram no Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Paraíba, além do Distrito Federal. No RN, os mandados foram cumpridos em Natal, Jardim de Piranhas, Parnamirim, Caicó, Assu e Messias Targino.
Em São Paulo, houve ações na capital e nas cidades de Araçatuba, Itu, Sorocaba, Tremembé, Votorantim e Araçoiaba da Serra. Também foram cumpridas medidas em Brasília (DF), Fortaleza (CE), Balneário Camboriú (SC), Picuí (PB), Espinosa (MG), Serra do Ramalho (BA) e Urandi (BA).
Segundo o MPRN, o grupo investigado atuava em diferentes estados e movimentava recursos provenientes do tráfico. Os imóveis leiloados são apontados pelo Ministério Público como bens relacionados à lavagem desse dinheiro.

De acordo com o MPRN, as investigações apontaram Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, como líder do esquema. Ele é natural do Seridó potiguar e, segundo o Ministério Público, era apontado como o segundo maior chefe da facção, que surgiu nos presídios de São Paulo e passou a atuar em diferentes estados brasileiros e países vizinhos.
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No RN, ainda segundo o MP, Valdeci tinha como braço direito um irmão, que também foi condenado por tráfico de drogas. O homem se apresentava como pastor e foi preso em 2019, em São Paulo, com documento falso. Na época, cumpria pena em regime semiaberto.
Ainda segundo o MP, ele e a mulher abriram pelo menos sete igrejas evangélicas. A Operação Plata cumpriu mandados de busca e apreensão em algumas dessas igrejas e prendeu o casal.
A investigação também buscou identificar como os recursos obtidos com o tráfico eram movimentados e utilizados na aquisição de patrimônio.
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