O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em conjunto com forças de segurança pública e de fiscalização tributária, deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Barão do Trigo

Cotidiano

Operação Justiça bloqueia bens de cinco empresas após operação contra sonegação de impostos no RN

Força-tarefa do Ministério Público cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e determinou a nomeação de administrador judicial para gerir negócios sob investigação

por: NOVO Notícias

Publicado 11 de agosto de 2026 às 10:37

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em conjunto com forças de segurança pública e de fiscalização tributária, deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Barão do Trigo. A ação tem o objetivo de desarticular um grupo investigado pela prática de sonegação fiscal, associação criminosa e lavagem de capitais no estado, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão de forma simultânea em seis municípios potiguares.

As diligências ocorreram nas cidades de Natal, Parnamirim, Santa Cruz, Ceará-Mirim, Canguaretama e Acari. Durante os procedimentos, os agentes apreenderam telefones celulares, computadores, mídias digitais, dinheiro em espécie e documentos contábeis. Por determinação judicial, foram autorizados o sequestro de veículos e de cotas sociais de cinco empresas ativas vinculadas ao grupo sob suspeita, além do bloqueio de ativos financeiros. Um administrador judicial foi nomeado para gerir temporariamente as atividades empresariais.

O funcionamento das fraudes fiscais

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público, o esquema criminoso consistia na utilização de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas popularmente como “laranjas”. O grupo realizava a emissão recíproca de notas fiscais frias para simular operações comerciais inexistentes, tática utilizada com o intuito de encobrir estoques reais de mercadorias e evadir o recolhimento de impostos.

Articulação institucional da força-tarefa

A Operação Barão do Trigo é o resultado da atuação integrada do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/RN), que atua na identificação de fraudes fiscais complexas e na recuperação de ativos fiscais desviados. O MPRN é representado nessa estrutura pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A força-tarefa também conta com a participação da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot). A fase ostensiva executada nesta terça-feira recebeu o apoio técnico da Polícia Científica (PCI/RN) e mobilizou diretamente dois promotores de Justiça e oito servidores ministeriais.

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