Jovem que atirou ovo contra Rogério Marinho vai responder por crime de injúria
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou um procedimento investigativo e efetuou a apreensão do telefone celular de um homem de 24 anos detido por atirar um ovo contra o senador Rogério Marinho (PL-RN) nesta segunda-feira (07).
O caso, registrado como crime de injúria com base nas regras do Código Eleitoral, é conduzido pela Delegacia de Plantão de Natal, que apura se o ataque foi uma ação de protesto isolada ou se houve articulação coordenada por parte de terceiros.
O crime ocorreu na calçada do Largo do Atheneu, no bairro de Petrópolis, no momento em que o senador deixava a manifestação de oposição convocada pelo seu partido político.
O ovo atingiu a região do pescoço do parlamentar, que foi representado na delegacia por integrantes do Partido Liberal que testemunharam o ocorrido. O autor da agressão foi contido pela segurança privada do evento e detido em flagrante por policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) encarregados do patrulhamento da área.
Durante a oitiva conduzida pela delegada Danielle Filgueira, o suspeito — que compareceu acompanhado de assistência jurídica — declarou que a conduta foi uma decisão estritamente individual. O jovem relatou ter saído de sua residência em São Paulo do Potengi, município situado a 71 quilômetros da capital potiguar, já com a intenção de realizar o ato físico de protesto e asseverou que o senador do PL era o único agente político que pretendia atingir.
Apesar da declaração de autoria única, as autoridades mantêm a apreensão do telefone celular do investigado. De acordo com a delegada, o Ministério Público Eleitoral poderá solicitar ao Poder Judiciário a quebra de sigilo e a extração de dados do dispositivo móvel. O objetivo da perícia telemática é analisar as comunicações recentes do suspeito e comprovar de forma definitiva se a agressão ocorreu como fato isolado ou se houve cooperação ou incentivo financeiro de outras pessoas para a execução do ato.
O caso de agressão foi registrado formalmente por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de injúria eleitoral. Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo sob as regras da legislação de regência, o jovem obteve o direito de responder ao processo penal em liberdade, permanecendo sob a jurisdição da Justiça Eleitoral do estado.
O senador Rogério Marinho lamentou o ocorrido em nota oficial enviada à imprensa, atribuindo a agressão a um ato de intolerância.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias