A coordenação de campanha do candidato ao Governo do Estado, Cadu de Lula (PT), rebateu a menção feita pelo adversário Allyson Bezerra (União)
A coordenação de campanha do candidato ao Governo do Estado, Cadu de Lula (PT), rebateu a menção feita pelo adversário Allyson Bezerra (União) a uma representação administrativa do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) datada de 2021. Segundo o grupo político do petista, o candidato do União Brasil omitiu o fato de que a corte de contas rejeitou integralmente qualquer medida cautelar contra Cadu, reconhecendo a legalidade das ações do então gestor público.
Conforme os esclarecimentos apresentados, os conselheiros do TCE-RN entenderam que Cadu cumpriu a legislação vigente à época. O tribunal pontuou que a resolução questionada não instituiu aumentos salariais por decisão discricionária de secretários, mas limitou-se a aplicar critérios estabelecidos em lei anterior.
O relator do processo destacou não ter identificado atos potencialmente ofensivos à ordem legal ou risco de lesão aos cofres públicos, restando apenas pedidos de esclarecimentos orçamentários, sem aplicação de multas, imputação de débito ou condenações.
Para a campanha de Cadu de Lula, a estratégia de Allyson Bezerra durante o debate buscou gerar uma associação indevida de condutas para atenuar o impacto das suspeitas que pesam contra a sua própria gestão. Os aliados do petista enfatizaram que os casos não possuem semelhança jurídica, ressaltando que o prefeito de Mossoró é alvo de investigação da Polícia Federal no âmbito da “Operação Mederi”.
A apuração policial em Mossoró investiga supostas fraudes contratuais, desvios de verbas destinadas à saúde pública e organização criminosa. De acordo com dados do inquérito policial citados por opositores, interceptações de diálogos entre empresários apontariam a existência da chamada “Matemática de Mossoró”, que envolveria o pagamento por medicamentos não entregues e uma divisão de propina na qual um percentual de 15% das contratações seria supostamente destinado a Allyson.
A campanha governamental do PT buscou pautar a repercussão pós-debate no contraste entre as trajetórias dos dois candidatos. Os aliados de Cadu destacam seu perfil de servidor público de carreira com 20 anos de atuação e com as contas validadas pelo Pleno do TCE-RN.
Por outro lado, apontam o candidato do União Brasil como foco de investigações ativas por parte das autoridades federais em torno do uso de verbas da saúde municipal, utilizando o tema como contraponto ético nas discussões eleitorais para o Palácio Potengi.
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