Gravuras de Henri Matisse roubadas de biblioteca em SP são recuperadas pela polícia
A Polícia Civil de São Paulo recuperou, nesta quinta-feira (13 de agosto), oito gravuras do artista francês Henri Matisse que haviam sido roubadas em dezembro de 2025 da Biblioteca Mário de Andrade, situada no centro da capital paulista. As obras de arte, avaliadas em mais de R$ 1 milhão, foram localizadas em uma residência no município de São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana. Um homem foi preso em flagrante no local por receptação.
Durante a ação de busca, coordenada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da Polícia Civil, os investigadores também apreenderam uma arma de fogo na residência, fazendo com que o homem detido responda ainda por posse ilegal de arma. Outras cinco gravuras do pintor brasileiro Candido Portinari, levadas no mesmo assalto, continuam desaparecidas e as autoridades suspeitam que as peças já tenham sido vendidas no mercado ilegal.
Conforme apontam os dados do inquérito policial, o planejamento e o comando intelectual do roubo são atribuídos a Laéssio Rodrigues, apontado pela polícia como um dos principais ladrões de acervos históricos e obras de arte do país. Rodrigues já se encontra preso preventivamente desde abril de 2026 por ordem da 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro, após tentar subornar com R$ 500 mil um agente de segurança de um instituto federal carioca para subtrair peças históricas.
O assalto à biblioteca ocorreu na manhã do domingo de 7 de dezembro de 2025. Dois suspeitos entraram no prédio fingindo ser visitantes de uma exposição temporária, renderam a vigilante de plantão de forma armada e, em poucos minutos, retiraram as gravuras expostas. Outros dois suspeitos teriam auxiliado na retirada das peças das molduras. Na fuga, o veículo utilizado pelo grupo sofreu uma pane elétrica a poucos metros da biblioteca, forçando os criminosos a abandoná-lo.
As obras subtraídas faziam parte da mostra integrada “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, todo o acervo exposto na ocasião está protegido por uma apólice de seguro vigente.
Inaugurada em 1926 e tombada pelo patrimônio histórico em 1992, a Biblioteca Mário de Andrade é a segunda maior instituição de acervo bibliográfico do país, contando com mais de 327 mil livros catalogados, entre os quais constam 51 mil obras consideradas raras.
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