A coletiva foi liderada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior
Dados federais e estaduais indicam que o estado passará o ano sem colapso de abastecimento, mas Emparn alerta para atraso nas chuvas e impactos na pecuária em 2027
Publicado 3 de setembro de 2026 às 01:00
O Nordeste conta com R$ 10 bilhões em investimentos federais destinados a obras estruturantes de segurança hídrica para mitigar os possíveis impactos do fenômeno El Niño de 2026/2027. O balanço de ações, inserido no Novo PAC, foi detalhado pelo governo federal nesta quarta-feira (02) em entrevista coletiva.
Para o Rio Grande do Norte, as ações do governo federal contemplam empreendimentos de grande porte, como a implantação da Adutora do Seridó Norte, da Adutora do Agreste Potiguar e a finalização do complexo da Barragem de Oiticica, em Jucurutu. Oiticica, classificado como o segundo maior reservatório do estado. A estratégia estadual é complementada pela execução emergencial da Operação Carro-Pipa nas áreas rurais sob maior vulnerabilidade de seca.
O detalhamento do plano nacional ocorreu após o encerramento das reuniões dos “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027”, conduzidas com prefeitos e governadores. A coletiva foi liderada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional em exercício, Valder Ribeiro de Moura.
O governo federal assegurou investimentos para a execução de 2.800 quilômetros de canais e adutoras, recuperação de 162 barragens e implantação de 172 mil cisternas rurais em todo o Nordeste. O monitoramento da ANA aponta que, das 358 barragens acompanhadas na região, menos de 40 operam em nível crítico (abaixo de 10% da capacidade) e há R$ 4,8 bilhões em recursos para beneficiar 12 milhões de pessoas.
Ações preventivas em outras regiões do país
A comitiva ministerial também detalhou os planos de resposta formatados para as demais regiões brasileiras afetadas pelo El Niño:
Sul: R$ 30 milhões para combate a inundações e R$ 8,8 bilhões para obras de prevenção de enchentes e deslizamentos de terra.
Norte: Antecipação de 160 mil cestas de alimentos (com previsão de mais 350 mil) para comunidades rurais e tradicionais isoladas, além de R$ 582 milhões para projetos de saneamento e água rural;
Centro-Oeste: Destinação de R$ 521 milhões do Fundo Amazônia para prevenção de queimadas e suporte a equipes dos Bombeiros, R$ 50,5 milhões para segurança hídrica e R$ 248,4 milhões para prevenção de desastres por chuvas intensas;
Sudeste: Criação do Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) em Belo Horizonte (MG), descentralização da Força Nacional do SUS (ForSUS) no Rio de Janeiro e R$ 8,7 bilhões em obras de drenagem e contenção de encostas;
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