Governadora Fátima Bezerra - Assecom
O valor do subsídio pago aos governadores estaduais no Brasil apresenta uma variação que chega a R$ 24,7 mil entre as unidades da Federação, segundo levantamento feito com base nos Portais da Transparência dos estados e do Distrito Federal. Os dois extremos da remuneração pública são ocupados por Sergipe, que paga o teto constitucional de R$ 46.366,19 ao governador Fábio Mitidieri (PSD), e pelo Rio Grande do Norte, onde a governadora Fátima Bezerra (PT) recebe o menor subsídio do país, fixado em R$ 21.914,76 brutos, o que resulta em R$ 16.080,58 líquidos após a dedução dos descontos legais.
A fixação dos vencimentos é estabelecida por leis aprovadas nas respectivas assembleias legislativas, respeitando o teto remuneratório nacional previsto no artigo 37 da Constituição Federal. Logo abaixo de Sergipe no ranking de maiores remunerações figuram a governadora do Acre, Mailza Assis (PP), com rendimento bruto de R$ 42.645,49, Mateus Simões (PSD), de Minas Gerais, com R$ 41.845,49, e Paulo Dantas (MDB), de Alagoas, com R$ 40.080,75.
Na faixa intermediária da tabela aparecem Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, com R$ 36.894,89; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, com R$ 36.301,53; Ricardo Ferraço (MDB), do Espírito Santo, com R$ 36.165,63; e Rafael Fonteles (PT), do Piauí, com R$ 35.574,64. Com proventos brutos na casa dos R$ 35,4 mil constam Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul, Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Marcos Rocha (PSD), de Rondônia. Seguem-se Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba, com R$ 35.032,58; Soldado Sampaio (Republicanos), de Roraima, com R$ 34.299,00; Otaviano Pivetta (Republicanos), de Mato Grosso, com R$ 34.100,55; Roberto Cidade (União), do Amazonas, com R$ 34.070,00; e Ratinho Junior (PSD), do Paraná, com R$ 33.763,00.
A lista de remunerações continua com Daniel Vilela (MDB), de Goiás, que recebe R$ 33.428,12; Carlos Brandão (MDB), do Maranhão, com R$ 33.006,39; Clécio Luís (União Brasil), do Amapá, com R$ 33.000,00; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), do Tocantins, com R$ 32.518,44. Mais próximos da base salarial da categoria figuram Celina Leão (PP), do Distrito Federal, com vencimentos brutos de R$ 29.951,94; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, com R$ 25.322,25; e Elmano de Freitas (PT), do Ceará, que registra a segunda menor remuneração do país, com R$ 22.878,41 brutos e líquido de R$ 13.605,85.
Os governadores do Pará, de Pernambuco e do Rio de Janeiro não integraram o ranking direto porque abriram mão formalmente do subsídio dos respectivos mandatos para receber proventos vinculados aos cargos públicos de carreira que exerciam anteriormente. No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) optou pela aposentadoria como auditora fiscal da Receita Estadual, que atinge o teto de R$ 46.366,19. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) manteve os vencimentos como procuradora do Estado, superiores a R$ 50 mil mensais. No Rio de Janeiro, o governador Ricardo Couto não consta da folha do Executivo fluminense por receber seus vencimentos como desembargador do Tribunal de Justiça (TJRJ), com créditos mensais de R$ 91,8 mil e rendimento líquido de R$ 58 mil.
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