Denúncias apontam redução na circulação de ônibus durante o segundo turno | Foto: Reprodução
Denúncias de redução na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições foram registradas em 27 municípios brasileiros. Juntas, essas cidades têm mais de 15,5 milhões de eleitores, o equivalente a 9,8% do eleitorado nacional, segundo levantamento do ICL Notícias.
No primeiro turno, Lula (PT) teve 1,1 milhão de votos a mais que Flávio Bolsonaro (PL) nesses municípios. Lula venceu em 24 das 27 cidades analisadas. Flávio teve mais votos em três: Guarulhos (SP), Petrópolis (RJ) e São Gonçalo (RJ).
Os principais relatos envolvem a capital paulista, Salvador e municípios da Ilha do Marajó, no Pará. Também há denúncias em cidades do estado do Rio de Janeiro.
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a circulação de 100% da frota prevista para dias úteis e a gratuidade das passagens. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora para a prefeitura e as empresas de transporte coletivo.
A medida foi tomada após denúncia de que a circulação de ônibus estava reduzida em mais de 50%. Segundo o levantamento, o Procon-BA encontrou 55 ônibus em condições de circular parados na garagem da empresa OT Trans.
O presidente do TRE-BA também determinou que a Polícia Federal prendesse o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A ordem foi expedida após a denúncia de redução da frota durante a votação.
Na capital paulista, a campanha de Lula denunciou à Justiça Eleitoral que apenas 60% da frota de ônibus estava em circulação. Também houve relatos de longas esperas e dificuldades para conseguir transporte em bairros da cidade, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, em coluna de Mônica Bergamo.
A Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans colocassem 100% da frota operacional à disposição da população no domingo (25). A decisão previa multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.
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A SPTrans afirmou que cumpriria a determinação, mas alegou dificuldades para mobilizar veículos e trabalhadores em prazo reduzido.
Os dados mostram onde houve denúncias e como foi a votação no primeiro turno, mas não comprovam que a redução dos ônibus tenha alterado os votos ou o resultado da eleição.
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