A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação em todo o país realizam, neste sábado (22), o “Dia D” da Campanha de Multivacinação. A mobilização nacional, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo a atualização das cadernetas de vacinas de crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos, disponibilizando doses que protegem contra dezenas de doenças.
No Rio Grande do Norte, a abertura oficial foi realizada na UBS Bela Parnamirim, em Parnamirim. Todos os municípios do estado também realizam a vacinação e a campanha segue em todos os postos de saúde até 1º de setembro.
Representando o estado, a secretária adjunta de Saúde, Leidiane Queiroz, acompanhada da Coordenadora de Vigilância em Saúde, Diana Rego, e equipe de Imunização da Sesap, participaram do lançamento da campanha na manhã deste sábado em Parnamirim.

“Cidade que valoriza cada vez mais a atenção primária e traz a família para o posto de saúde, que faz o movimento, com certeza, é uma cidade que a curto, médio e longo prazo vai colher seus frutos”, disse a secretária adjunta, Leidiane Queiroz, ressaltando a importância da campanha que está sendo acompanhada de perto, por equipes da Saúde estadual como também pelo Ministério da Saúde.
Parabenizando o Rio Grande do Norte e seus municípios representados por Parnamirim, o secretário adjunto da Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ilano Barreto, destacou a revolução que vem sendo realizada na saúde com novos equipamentos, abastecimento de insumos e também a importância da Saúde chegar aos municípios e em suas áreas rurais, como em movimentos como o das campanhas de vacinação, que atendem desde as crianças até idosos.
“O SUS precisa chegar onde as pessoas estão, chegar a toda a população”, enfatizou o superintendente do Ministério da Saúde no RN, Jalmir Simões, chamando a atenção principalmente para a imunização como a do sarampo, necessária nesse momento no país que, apesar de manter o status de livre da circulação endêmica do vírus, casos importados continuam representando uma ameaça, principalmente em cenários de baixa cobertura vacinal.
Em pronunciamento oficial transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de sexta-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conclamou os responsáveis a levarem os jovens aos postos de atendimento. A principal novidade deste ciclo de vacinação é a introdução da vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20) para crianças menores de cinco anos, ampliando a proteção contra infecções provocadas pelo pneumococo, como meningites e pneumonias.
A campanha, iniciada no começo deste mês, estende-se até o dia 1º de setembro, oferecendo 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação. Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses em todo o território nacional, sendo as vacinas contra influenza, sarampo e poliomielite as mais aplicadas.
Estarão disponíveis nos postos para aplicação (de acordo com indicação por faixa etária e histórico vacinal) as seguintes vacinas: BCG, hepatite A e B, penta (DTP/Hib/HB), poliomielite (VIP), rotavírus, pneumocócica conjugada (10 e 20-valente), meningocócica C e ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, dT, HPV4 e dengue tetravalente. Durante o pronunciamento, o ministro também alertou as famílias sobre os perigos da disseminação de notícias falsas na internet que possam desestimular as vacinas e comprometer a saúde infantil.
Diante da identificação de novos casos de sarampo no Brasil em 2026, o Rio Grande do Norte reforça a necessidade de que a população mantenha a vacinação contra a doença em dia. Embora o país mantenha o status de livre da circulação endêmica do vírus, casos importados e relacionados à importação continuam representando uma ameaça, principalmente em cenários de baixa cobertura vacinal.
Os dados de cobertura vacinal do RN demonstram que ainda existe um número significativo de pessoas suscetíveis à doença. Entre crianças menores de dois anos, a cobertura registrada é de 84,73% para a primeira dose (D1) e de apenas 67,26% para a segunda dose (D2) da vacina tríplice viral.
Esses indicadores estão abaixo do nível necessário (cobertura de 95%) para garantir uma proteção coletiva adequada e evidenciam a importância de intensificar a busca pela vacinação e a atualização das cadernetas.
A recomendação é que a população de 12 meses a 59 anos de idade procure uma unidade de vacinação para verificar sua situação vacinal e, quando houver indicação, receber a vacina contra o sarampo, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações.
Para adolescentes e adultos, a situação vacinal deve ser avaliada individualmente. Conforme as recomendações nacionais, pessoas de 12 meses a 29 anos sem vacinação ou sem comprovação adequada devem receber duas doses, enquanto pessoas de 30 a 59 anos devem receber pelo menos uma dose, de acordo com o histórico vacinal.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas. A principal medida de prevenção é a vacinação.
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