Analista prevê campanha de ataques nas eleições de 2026. | Foto: Reprodução

Política

ELEIÇÕES 2026 Campanha de 2026 terá mais ataques, fake news e menos propostas, diz analista

Analista avalia que disputa deve ser marcada por judicialização, embates entre adversários e pouco espaço para o debate de propostas

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de julho de 2026 às 16:35

As eleições de 2026 deverão ter uma campanha marcada por ataques entre adversários, alta judicialização e pouco espaço para a apresentação de propostas. A avaliação é do vice-presidente da Arko Advice, Cristiano Noronha, em entrevista à CNN Brasil.

Segundo Noronha, os sinais desse cenário já começaram a aparecer com o aumento das ações apresentadas por PT e PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para ele, a tendência é que a disputa jurídica cresça à medida que a campanha avançar.

“Vai ser uma disputa bem judicializada, muito provavelmente uma campanha também de muitos ataques, ataques mútuos, onde a gente deve ver pouco espaço de apresentação de propostas de fato”, afirmou.

O analista também disse que os embates não devem ficar restritos aos candidatos à Presidência. De acordo com ele, ministros, lideranças partidárias e aliados também tendem a intensificar os confrontos, principalmente nas redes sociais.

“É muito comum verificar nas redes sociais que um ministro ou um líder de governo muito frequentemente acaba partindo para o ataque em direção ao adversário, assim como a gente vê também a oposição o tempo todo criticando”, observou.

Fake News

Noronha ainda afirmou que a disseminação de fake news deve voltar a ser um dos principais desafios da campanha. “Fake news e tudo mais, isso vai ser muito comum na minha avaliação ver isso durante o processo eleitoral”, disse.

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Diante desse cenário, ele destacou que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já marcou reuniões com representantes de institutos de pesquisa e de grandes empresas de tecnologia para discutir parâmetros para pesquisas eleitorais e o funcionamento das redes sociais.

Segundo Noronha, as disputas também podem continuar após a votação, com ações judiciais questionando candidaturas por fatos ocorridos durante a campanha.

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