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DIVÓRCIO Divórcio e medo financeiro: como decidir com segurança

por: Foto do autor Hora do Direito

Publicado 26 de outubro de 2026 às 13:50

O medo financeiro no divórcio é uma das maiores travas para mulheres que já sabem, por dentro, que o casamento acabou. Muitas chegam ao escritório com a mesma frase: “eu quero sair, mas não sei como vou me sustentar”.

Esse medo tem explicação. Em muitos casais, por exemplo, é o marido quem cuida do dinheiro, conhece os investimentos e sabe quanto entra. Por isso, a mulher que parou de trabalhar para cuidar dos filhos, ou que nunca viu um extrato bancário, sente que vai sair sem nada. No entanto, a lei oferece mais proteção do que ela imagina.

Medo financeiro no divórcio: o que a lei garante

No regime mais comum, a comunhão parcial de bens, o que foi adquirido durante o casamento pertence aos dois, mesmo que esteja só no nome dele. Ou seja, entram na partilha o imóvel, o carro, as aplicações financeiras e o FGTS acumulado durante a união.

Os filhos têm direito à pensão alimentícia. Além disso, em alguns casos a própria mulher pode pedir pensão por um tempo, até se reorganizar e voltar ao mercado de trabalho.

Quem não pode pagar advogado também tem saída: a Defensoria Pública atende gratuitamente, e é possível pedir a gratuidade da justiça.

Como se preparar antes de decidir

Antes de anunciar a decisão, junte informações com calma. Assim, você negocia sabendo o que é seu:

  • Primeiro, guarde cópias da certidão de casamento, escrituras, documentos do carro, extratos e declarações de imposto de renda.
  • Depois, anote os gastos fixos da casa e dos filhos, porque esse número vai embasar o pedido de pensão.
  • Em seguida, abra uma conta bancária só sua, se ainda não tiver.
  • Por fim, converse com uma advogada de família antes de sair de casa ou assinar qualquer acordo.

Decidir com informação muda o jogo. Afinal, o medo não desaparece, mas ganha tamanho real e deixa de escolher por você.

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