O medo financeiro no divórcio é uma das maiores travas para mulheres que já sabem, por dentro, que o casamento acabou. Muitas chegam ao escritório com a mesma frase: “eu quero sair, mas não sei como vou me sustentar”.
Esse medo tem explicação. Em muitos casais, por exemplo, é o marido quem cuida do dinheiro, conhece os investimentos e sabe quanto entra. Por isso, a mulher que parou de trabalhar para cuidar dos filhos, ou que nunca viu um extrato bancário, sente que vai sair sem nada. No entanto, a lei oferece mais proteção do que ela imagina.
No regime mais comum, a comunhão parcial de bens, o que foi adquirido durante o casamento pertence aos dois, mesmo que esteja só no nome dele. Ou seja, entram na partilha o imóvel, o carro, as aplicações financeiras e o FGTS acumulado durante a união.
Os filhos têm direito à pensão alimentícia. Além disso, em alguns casos a própria mulher pode pedir pensão por um tempo, até se reorganizar e voltar ao mercado de trabalho.
Quem não pode pagar advogado também tem saída: a Defensoria Pública atende gratuitamente, e é possível pedir a gratuidade da justiça.
Antes de anunciar a decisão, junte informações com calma. Assim, você negocia sabendo o que é seu:
Decidir com informação muda o jogo. Afinal, o medo não desaparece, mas ganha tamanho real e deixa de escolher por você.
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