Fátima Bezerra vota em Natal e afirma confiança em vitórias de Cadu de Lula e do presidente Lula
A governadora Fátima Bezerra (PT) é cotada nos bastidores do Planalto para assumir um ministério na área social ou de desenvolvimento regional no quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As articulações se intensificaram após o encerramento do segundo turno, em outubro.
A inserção de Fátima na lista de ministeriáveis apoia-se em dois eixos centrais. O primeiro é político: a governadora garantiu a vitória de seu sucessor, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu Xavier (PT), e abriu mão de concorrer ao Senado Federal, o que a deixará sem mandato formal a partir de 6 de janeiro de 2027, quando transmite o cargo. O segundo fator atende à diretriz do presidente Lula de assegurar um número expressivo de mulheres no primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.
Aliada histórica, Fátima é frequentemente elogiada em público por Lula, que ressalta sua resistência frente a ataques políticos no estado. Em comício realizado em Natal em agosto, o presidente declarou que “nunca soltaria a mão” da governadora, reforçando em setembro que a petista “não precisa de mandato para ser importante”.
Após o resultado eleitoral, Fátima Bezerra ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Em agosto, quando questionada em entrevista de rádio sobre a hipótese de migrar para Brasília, ela afirmou que analisaria qualquer chamado futuro “com todo o senso de responsabilidade”, mas que o foco naquele momento era a disputa eleitoral.
A eventual ida da governadora potiguar para o governo federal ocorre simultaneamente à reacomodação de forças no Congresso Nacional. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, inicia nesta terça-feira (3) uma rodada de conversas com legendas do Centrão para estruturar a Esplanada dos Ministérios.
Integrantes do União Brasil e do Progressistas (PP) sinalizaram ao Planalto o desejo de comandar ao menos três ministérios. O União Brasil articula para manter o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e reivindica uma segunda pasta, enquanto a ala do PP associada ao deputado Ricardo Barros pleiteia a indicação para o Ministério da Saúde.
Outros nomes do Nordeste
Além da governadora potiguar, outros líderes do Nordeste continuam cotados para a equipe presidencial. O ex-ministro e senador Camilo Santana (PT) é apontado como nome para a chefia da Casa Civil, e o senador eleito Rui Costa (PT-BA) também integra a lista de retornos avaliados.
Já o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que teve atuação destacada na coordenação de comunicação digital do presidente durante o segundo turno, negou publicamente que assumirá o Ministério da Fazenda. Em nota divulgada na rede social X, o gestor piauiense afirmou que nunca tratou de política econômica ou de cargos com Lula.
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