Lula relacionou o aumento nas vendas de alimentos às restrições às apostas online. | Foto: Reprodução

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ECONOMIA Lula comemora alta nas vendas de alimentos: ‘Dinheiro das bets voltou para a mesa das famílias’

Consumo nos supermercados cresceu 2,7% entre janeiro e setembro, segundo a Abras; associação também aponta influência do Bolsa Família e da isenção de impostos

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de outubro de 2026 às 12:25

O presidente Lula (PT) afirmou que o dinheiro antes gasto em apostas online (bets) está voltando para a alimentação das famílias brasileiras. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (30), após a divulgação de dados que mostram crescimento no consumo dos lares e nas vendas de alimentos nos supermercados.

“O dinheiro das bets está voltando para a mesa da família brasileira”, escreveu Lula ao compartilhar números da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Segundo a entidade, o consumo nos lares brasileiros acumulou alta de 2,7% entre janeiro e setembro de 2026. Em setembro, o avanço foi de 0,59% em comparação com o mesmo mês de 2025.

As vendas de alimentos também cresceram nas semanas seguintes à edição da medida provisória que restringiu as apostas esportivas e os cassinos online. Entre 5 e 11 de outubro, a alta foi de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na semana seguinte, o crescimento chegou a 6,3%.

A própria Abras aponta que o aumento das compras também pode estar relacionado à isenção de impostos sobre produtos da cesta básica e ao reajuste do valor médio do Bolsa Família. Por isso, os números não comprovam que as restrições às bets foram responsáveis pelo crescimento das vendas, embora Lula tenha relacionado os resultados à medida.

Medida ainda depende do Congresso

Editada pelo governo no fim de setembro, a medida provisória tem validade de 120 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor.

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A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) questionou a medida no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da disputa, o ministro Luiz Fux marcou para 3 de novembro uma audiência pública sobre os impactos das restrições. Foram convocadas 28 entidades, incluindo clubes de futebol, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

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