Cláudio Lottenberg foi anunciado por Flávio Bolsonaro para o Ministério da Saúde em um eventual governo. | Foto: Reprodução

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ELEIÇÕES 2026 “Não colocaria mais dinheiro no SUS”: indicado de Flávio para Saúde defendeu frear novos recursos

Cláudio Lottenberg defendeu melhorar a gestão antes de ampliar os recursos públicos; no debate presidencial, Flávio prometeu levar ao SUS o padrão de atendimento do Hospital Albert Einstein

por: NOVO Notícias

Publicado 20 de outubro de 2026 às 14:59

O médico Cláudio Lottenberg, convidado por Flávio Bolsonaro (PL) para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo, defendeu que o país melhore o uso do dinheiro já destinado ao SUS antes de ampliar os recursos para a área. A declaração foi feita em 2019 e voltou à discussão depois que Flávio prometeu, no domingo (18), levar ao sistema público de saúde o padrão de atendimento do Hospital Albert Einstein.

Durante um debate promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, Lottenberg questionou a destinação dos recursos para a saúde pública e privada. “Eu não colocaria nada mais, a não ser que a gente esgotasse ou pelo menos evoluísse na forma de alocar os recursos que nós já dispomos”, declarou.

Na época, Lottenberg presidia a UnitedHealth Group Brasil, empresa do setor de planos de saúde. Ele apontou falhas de gestão como causa de desperdício de dinheiro, citando exames repetidos, medicamentos e internações desnecessárias.

Conselho aponta perdas de recursos do SUS

Em agosto de 2026, o Conselho Nacional de Saúde recomendou que o governo federal apresentasse um cronograma para recuperar ao menos R$ 65 bilhões em recursos que, segundo o órgão, foram perdidos pelo SUS após a aprovação do teto de gastos, em 2016.

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O valor se refere a perdas acumuladas ao longo do período, e não a uma despesa que o governo teria de pagar de uma só vez.

Flávio promete SUS com padrão Einstein

No debate presidencial da Band, em 18 de outubro, Flávio prometeu levar ao SUS o que chamou de “padrão Einstein”, com tecnologia, consultas marcadas e menos filas. Também defendeu a criação de um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF.

A proposta coloca em discussão como melhorar o atendimento na rede pública. No entanto, os trechos citados não detalham quanto custaria colocar as medidas em prática nem de onde viriam os recursos.

A declaração de Lottenberg também exige uma distinção: ele defendeu melhorar o uso do dinheiro disponível antes de ampliar os investimentos, mas a fala citada não significa, por si só, que seja contrário a qualquer aumento de recursos para o SUS.

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