José Daniel Diniz, reitor da UFRN - Foto: Cícero Oliveira/Agecom/UFRN
José Daniel Diniz Melo requisitou relatórios a diretores de centros afetados e enfatizou que divergência de ideias não autoriza agressões no ambiente acadêmico
Publicado 20 de outubro de 2026 às 13:36
O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, anunciou nesta terça-feira (20) a abertura formal de um processo administrativo interno e o acionamento de instâncias da Justiça Federal e Eleitoral para apurar os atos de violência e depredação de patrimônio registrados durante o ato “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, realizado no Setor IV, na última segunda-feira (19). O episódio terminou em confronto físico entre alunos e integrantes de movimentos políticos de direita.
Em mensagem direta à comunidade universitária, o reitor informou que a mobilização foi monitorada e registrada pela Diretoria de Segurança Patrimonial da instituição. Após reunião de avaliação técnica com a equipe de gestão na manhã seguinte ao ocorrido, a Reitoria deliberou pelo encaminhamento de representações formais ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Federal junto à UFRN e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), narrando a dinâmica dos acontecimentos e detalhando os danos estruturais para que as autoridades competentes avaliem as implicações cíveis, penais e eleitorais.
O político promovido por militantes do PL — que interromperam as aulas do Setor IV com o uso de carro de som e fogos de artifício — gerou reações entre estudantes da universidade. Houve uma discussão acalorada, com troca de ofensas e agressões físicas, após os alunos reagirem à presença do grupo. O deputado federal General Girão (PL) e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) participaram do ato político.
Ainda segundo o reitor, relatórios circunstanciados foram solicitados aos diretores do centro e das unidades acadêmicas situadas no perímetro onde o protesto aconteceu. A documentação servirá de base probatória para mensurar o impacto sobre as rotinas pedagógicas e identificar os responsáveis pelos atos de hostilidade física e danos às instalações públicas, incluindo a destruição de um portão de ferro.
Ao finalizar o pronunciamento, o reitor reafirmou a preservação dos princípios democráticos dentro do ambiente acadêmico, mas delimitou a atuação da universidade frente aos excessos verificados no início da semana. “A universidade reitera o respeito à liberdade de expressão, mas não pode admitir violência e desrespeito à instituição e à sua comunidade”, afirmou José Daniel Diniz Melo.
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