Confronto no Campus Central da UFRN — Foto: Reprodução/BNews RN
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) divulgou, nesta terça-feira (20), nota oficial manifestando repúdio aos episódios de violência, intimidação e depredação patrimonial registrados no campus central, em Natal, na última segunda-feira (19). A reitoria informou que a mobilização política foi realizada sem autorização institucional e anunciou que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar a conduta e cobrar a responsabilização legal de todos os envolvidos no tumulto.
A manifestação, convocada sob o lema “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, reuniu apoiadores da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no estacionamento do Setor IV e contou com a participação de parlamentares como o deputado federal General Girão (PL-RN).
De acordo com a administração universitária, a atividade utilizou carros de som em volume elevado e queima de fogos de artifício nas proximidades dos blocos de salas, o que gerou perturbação e a consequente suspensão das atividades acadêmicas e administrativas no setor.
Em sua manifestação formal, a UFRN ressaltou que a divergência de pensamento é intrínseca ao meio acadêmico, mas enfatizou que o exercício da liberdade de expressão não pode ser utilizado como pretexto para atos de ameaça ou violência física e moral contra a comunidade universitária.
“Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos”, traz o texto da nota.
Em entrevista para uma rádio local após o ocorrido, o deputado General Girão declarou que sua presença no ato atendia a convite de estudantes e afirmou que a manifestação ocorria pacificamente até ser alvo de ataques com pedras por parte de militantes de esquerda, relatando ainda danos na lataria e pneus de veículos de aliados e o furto de um aparelho celular.
O confronto gerou desdobramentos em Brasília, onde a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) protocolou uma representação contra Girão no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. A parlamentar mineira requer que a Mesa Diretora da Casa investigue se o deputado potiguar utilizou as prerrogativas de seu mandato para incentivar confrontos e cometer abuso de autoridade dentro da instituição federal de ensino.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias