Donald Trump e Flávio Bolsonaro durante encontro nos EUA | Foto: Reprodução

Política

INTERFERÊNCIA? Ex-agente dos EUA acusa CIA de ‘plantar’ histórias para favorecer Flávio na eleição

John Kiriakou diz ter ouvido de um ex-colega que a agência estaria atuando nos bastidores da eleição; ele não apresentou provas

por: NOVO Notícias

Publicado 6 de outubro de 2026 às 12:29

Um ex-agente da CIA afirmou que a agência estaria atuando nos bastidores da eleição brasileira para favorecer Flávio Bolsonaro (PL). Segundo John Kiriakou, a estratégia seria “plantar histórias” favoráveis ao candidato na imprensa brasileira e internacional. Ele, porém, não apresentou provas para sustentar a acusação.

A declaração foi feita nesta terça-feira (6), durante o podcast de Kiriakou. O ex-agente disse ter ouvido, no fim de semana, de um ex-colega da CIA que a agência estaria trabalhando nos bastidores para favorecer Flávio Bolsonaro.

Kiriakou também disse que a acusação segue, segundo ele, um padrão que já teria sido usado pela CIA em outros países para tentar influenciar eleições por meio da imprensa. Neste caso, porém, ele não apresentou documentos, nomes de operações ou qualquer outra prova pública.

A declaração veio depois de Kiriakou publicar, no início da semana, que havia “evidências críveis” de envolvimento da CIA na eleição brasileira. Na primeira publicação, ele disse ter conversado com “Bolsonaro” três anos atrás. Depois, corrigiu a informação e afirmou que a conversa havia sido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023.

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As declarações ocorrem após autoridades brasileiras relatarem a representantes europeus uma suposta interferência dos Estados Unidos e da Rússia nas eleições. Em setembro, segundo a Reuters, autoridades da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informaram representantes da França e da Alemanha sobre as suspeitas. O relato da Abin, porém, não confirma a acusação específica feita por Kiriakou contra a CIA.

Quem é John Kiriakou

Kiriakou trabalhou na CIA entre 1990 e 2004 e ganhou notoriedade em 2007, ao falar publicamente sobre o uso de waterboarding pela agência. A técnica simula afogamento e foi usada em interrogatórios.

John Kiriakou trabalhou na CIA por cerca de 15 anos | Foto: Reprodução

Em 2013, foi condenado nos Estados Unidos a 30 meses de prisão após se declarar culpado de revelar a um jornalista a identidade de um agente clandestino da CIA.

Até agora, não foi apresentada nenhuma prova independente de que a CIA esteja plantando notícias para favorecer Flávio Bolsonaro. A acusação permanece baseada no relato de Kiriakou, que disse ter recebido a informação de um ex-colega da agência.

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