Wendel Lagartixa poderá aguardar julgamento em liberdade. Foto: Reprodução

Wendel Lagartixa poderá aguardar julgamento em liberdade. Foto: Reprodução

Cotidiano

Soltura Vídeo mostra Wendel Lagartixa deixando a prisão na Bahia. Assista

Wendel Lagartixa precisa cumprir uma série de obrigações impostas pela Justiça, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de se ausentar da comarca onde mora por mais de sete dias sem prévia autorização

por: NOVO Notícias

Publicado 29 de setembro de 2026 às 17:35

O policial militar reformado Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, deixou a prisão na Bahia na segunda-feira (28). A soltura ocorreu após decisão do juiz Rafael Barbosa da Cunha, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal, que revogou a prisão preventiva na última sexta-feira (25) e determinou a expedição do alvará de soltura.

A saída dele foi registrada em vídeo que está sendo compartilhado nas redes sociais. Assista abaixo:

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Com a determinação judicial, o acusado poderá aguardar em liberdade o julgamento pelo Tribunal do Júri. Wendel responde a uma ação penal por três homicídios qualificados e três tentativas de homicídio ocorridos em 29 de abril de 2022, no bairro da Redinha, na capital potiguar. Os acusados já foram pronunciados, mas o processo ainda aguarda a análise de recursos nas instâncias superiores.

Ao revogar a medida cautelar extrema, o magistrado pontuou que outros processos criminais antes usados para fundamentar a prisão de Wendel já foram encerrados. O texto judicial registra que houve caso em que ele foi absolvido por negativa de autoria, além de outros procedimentos com decisões de impronúncia.

O juiz também levou em conta o cumprimento das obrigações processuais por parte do réu, como a manutenção do endereço atualizado e o comparecimento aos atos judiciais. Além disso, o documento registra que não foram identificados comportamentos de Wendel voltados a atrapalhar o andamento regular da ação.

Para ter concedida a liberdade, Wendel Lagartixa precisa cumprir uma série de obrigações impostas pela Justiça, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de se ausentar da comarca onde mora por mais de sete dias sem prévia autorização e deve comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimado, com destaque para a futura sessão do Tribunal do Júri.

As determinações proíbem ainda o uso de redes sociais — inclusive por intermédio de terceiros — e a presença, realização ou manifestação em eventos e propagandas de cunho político-partidário. Em caso de descumprimento injustificado de qualquer uma das regras, a liberdade poderá ser revogada com novo decreto de prisão preventiva.

A decisão da 2ª Vara Criminal de Natal manteve a prisão preventiva do corréu no processo, João Maria da Costa Peixoto.

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