Rogério Marinho criticou reajuste do Bolsa Família | Foto: Andressa Anholete/Senado

Política

ELEIÇÕES 2026 Rogério Marinho questiona reajuste do Bolsa Família e diz que Lula entrou em “desespero”

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro critica aumento de 15,04%, que eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691; governo diz que medida recompõe inflação acumulada desde 2023

por: NOVO Notícias

Publicado 18 de setembro de 2026 às 13:00

O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), chamou de “desespero” do presidente Lula (PT) o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). Com a correção, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691 e o novo valor começa a ser pago em 19 de outubro.

“O desespero já começou”, afirmou Rogério. O senador também disse que “dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral” e criticou o momento escolhido para o reajuste.

Em 2022, durante a tentativa de reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL), o valor do benefício também foi elevado. Naquele ano, o aumento de R$ 200 foi anunciado em 24 de junho, cerca de 100 dias antes do primeiro turno.

Na ocasião, o Auxílio Brasil, programa que havia substituído o Bolsa Família no ano anterior, passou de R$ 400 para R$ 600. O novo valor começou a ser pago em agosto, a dois meses antes do primeiro turno.

Flávio critica reajuste e chama valor de “merreca”

Flávio Bolsonaro vinha criticando a falta de reajuste no Bolsa Família. Após o anúncio do governo, nesta quinta-feira (17), ele classificou o aumento como uma “merreca”.

“Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso? Essa merreca? Não tem vergonha na cara? Está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 para o pobre? Acha que R$ 90 dará vida melhor para pobre? Deixa de ser cara de pau, Lula. Está dando migalha, miséria para quem recebe Bolsa Família”, declarou durante transmissão semanal em seu canal no YouTube.

Governo diz que reajuste recompõe inflação acumulada

O governo federal diz que o reajuste corresponde à recomposição de 15,04% da inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro.

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O reajuste de 15,04% foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120/2026, publicado nesta quinta-feira (17).

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