Lula anunciou a oferta das canetas pelo SUS | Foto: Reprodução

Brasil

SAÚDE Lula anuncia canetas emagrecedoras de graça pelo SUS; acesso terá critérios

Oferta será voltada a pacientes com obesidade e indicação médica; governo ainda define protocolo com os critérios para acesso

por: NOVO Notícias

Publicado 18 de setembro de 2026 às 10:09

O presidente Lula (PT) anunciou que o SUS deverá oferecer gratuitamente as chamadas canetas emagrecedoras a pacientes com obesidade e indicação médica. A forma de acesso ainda não está definida. O Ministério da Saúde trabalha na elaboração de um protocolo com os critérios que deverão ser seguidos.

Lula afirmou que o uso das canetas deverá ser acompanhado por profissionais de saúde. Segundo o presidente, os medicamentos não devem ser usados de forma indiscriminada, e a indicação deverá ser avaliada por um médico em cada caso.

O Ministério da Saúde iniciou, em junho, um protocolo de acompanhamento com cerca de 250 pacientes do SUS no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. São pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças e indicação para cirurgia bariátrica.

A avaliação servirá para analisar como o tratamento pode ser aplicado na rede pública e quais critérios deverão ser considerados para o acesso.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha para disponibilizar os medicamentos no SUS dentro de um protocolo médico.

Preço caiu

Segundo o governo, a entrada de novos produtos no mercado ajudou a reduzir os preços das canetas emagrecedoras em até 70%.

As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos da classe dos análogos de GLP-1. Entre os princípios ativos estão a semaglutida e a liraglutida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade, conforme indicação médica.

Obesidade avançou

O anúncio ocorre em um cenário de aumento da obesidade entre adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Dados do Vigitel mostram que a proporção de adultos com obesidade nas capitais dos estados e no Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.

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