Styvenson comenta operação da Polícia Federal contra deputado Luiz Eduardo

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R$ 1,5 milhão Styvenson comenta ação da PF contra deputado do PL: “Não tenho compromisso com coisa errada”

Apreensão de R$ 1,5 milhão pela Polícia Federal supera o total de bens declarados pelo candidato do PL ao TSE; parlamentar alega saques lícitos de contas próprias

por: NOVO Notícias

Publicado 18 de setembro de 2026 às 00:42

O senador Styvenson Valentim (Podemos) manifestou-se nesta quinta-feira (18), na rádio 95 FM de Mossoró, sobre a operação da Polícia Federal que atingiu o deputado estadual Luiz Eduardo (PL). O candidato à reeleição respondeu a provocações de adversários, como Samanda Alves (PT), que o acusaram de recuar e se calar ao perceber que a operação investigava um aliado político.

“Se está errado, está errado, meu filho. Quando eu era capitão da Polícia Militar, tratei todo mundo igual perante a lei. Se há uma coisa que eu faço e faço bem-feito, é tratar todos iguais perante a lei. O cara com R$ 1,5 milhão dentro de casa tem que se explicar. Quer dizer que rende mais dentro de casa do que no banco? Foi pego R$ 1,5 milhão na minha casa? Não, foi pego na casa dos outros. (…) Eu não tenho compromisso com coisa errada, não”, disse.

A ação da Polícia Federal foi deflagrada na última segunda-feira (14), na residência de Luiz Eduardo, em Natal. Durante o cumprimento dos mandados judiciais de busca e apreensão, os agentes recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e R$ 1,5 milhão em espécie guardados no imóvel do deputado, que disputa a reeleição. “O que a gente tem que aprender é a se assumir. Cada um responde pelo seu CPF. Falei, não retiro nada. Ele que prove agora. Simples assim”, reforçou Styvenson.

Valor apreendido supera bens declarados e teto de campanha

O montante de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo encontrado pela PF supera em R$ 156.217,98 o patrimônio total declarado por Luiz Eduardo à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, registrado em R$ 1.343.782,02.

Conforme dados do sistema DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a lista de bens do deputado é composta por:

  • Plano de previdência privada VGBL (Brasilprev): R$ 719.951,51
  • Apartamento no Condomínio Estrela do Natal: R$ 250.000,00
  • Apartamento no Condomínio Porto Salina: R$ 250.000,00
  • Consórcio de automóveis não contemplado (BB): R$ 102.023,01
  • Depósito em conta corrente (Banco do Brasil – agência 1533, c/c 161066-X): R$ 21.762,70
  • Depósito em conta corrente (Banco do Brasil – agência 1533, c/c 77123-6): R$ 44,80

A quantia recolhida na residência também é superior ao teto legal de gastos estipulado para a campanha de deputado estadual em 2026, fixado em R$ 1.270.629,01. Na prestação de contas parcial apresentada ao TSE, Luiz Eduardo registrou ter arrecadado R$ 389.500,00 em receitas eleitorais — sendo R$ 350 mil repassados pela Direção Nacional do PL e o restante proveniente de doações de pessoas físicas. A Polícia Federal mantém as apurações em andamento para esclarecer a movimentação financeira.

Defesa afirma que recursos têm origem lícita e descarta uso eleitoral

Em nota oficial divulgada após a operação, a defesa de Luiz Eduardo declarou que a apuração tem como base saques bancários efetuados nas contas do próprio parlamentar. O texto classifica a movimentação como “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada”, assegurando que toda a documentação contábil será entregue às autoridades.

A assessoria jurídica do parlamentar sustentou que o dinheiro estava guardado em casa e não foi movimentado para fins eleitorais, descartando suspeitas de caixa dois. “Não há caixa dois sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro”, pontuou a defesa. Por fim, o deputado afirmou que colabora com os órgãos de controle e confia que a investigação comprovará a legalidade da origem e da destinação dos valores.

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