Idealizado pela ambientalista e presidente da OASA, Anne Delgado, o projeto Cápsula do Tempo – Legado Ambiental é uma iniciativa da OASA realizada em parceria com o Museu Câmara Cascudo

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Legado Ambiental OASA e Museu Câmara Cascudo entregam Prêmio Legado Ambiental 2026

A iniciativa também está relacionada ao Projeto Mais Verde, desenvolvido pela OASA, que teve início em Extremoz e atualmente está presente em nove municípios

por: NOVO Notícias

Publicado 17 de setembro de 2026 às 11:34

A Organização Atitude Social e Ambiental (OASA), em parceria com o Museu Câmara Cascudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MCC/UFRN), realizou, na manhã de ontem, no Parque do Museu, a Bienal da Cápsula do Tempo e a entrega do Prêmio Legado Ambiental 2026.

Idealizado pela ambientalista e presidente da OASA, Anne Delgado, o projeto Cápsula do Tempo – Legado Ambiental é uma iniciativa da OASA realizada em parceria com o Museu Câmara Cascudo. O objeto físico que constitui a Cápsula do Tempo pertence à OASA e encontra-se instalado no Parque do Museu Câmara Cascudo, onde permanecerá sob a guarda da instituição até sua abertura, prevista para 22 de abril de 2074. O projeto arquitetônico da Cápsula do Tempo é de autoria do renomado arquiteto Nilberto Gomes.

Instalada em 22 de abril de 2024, a Cápsula do Tempo foi concebida para atravessar 50 anos preservando cartas, vídeos, documentos e outros registros produzidos no presente e destinados às futuras gerações. A iniciativa estabelece uma conexão entre memória, meio ambiente, ciência, cultura e o compromisso da sociedade atual com o futuro.

A OASA é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua no Rio Grande do Norte desenvolvendo projetos e estabelecendo parcerias com prefeituras e outras instituições nas áreas de recuperação ambiental, produção de mudas, arborização, educação ambiental e proteção dos biomas. Ao longo de sua trajetória, a organização já produziu mais de um milhão de mudas, com forte atuação na produção de espécies nativas da Caatinga, destinadas a ações ambientais em diferentes municípios e regiões do Rio Grande do Norte.

A Bienal da Cápsula do Tempo marca a continuidade dessa iniciativa e fortalece a parceria entre OASA e Museu Câmara Cascudo na construção de um legado que une meio ambiente, ciência, memória, cultura e compromisso com as futuras gerações.

Na ocasião, também foi entregue o Prêmio Legado Ambiental 2026 a representantes de diversas instituições que atuam, direta ou indiretamente, nas ações socioambientais e contribuem para a construção de uma sociedade mais sustentável. Foram homenageados representantes de órgãos governamentais, empresas, universidades, sistema de Justiça, sociedade civil, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Escritas por representantes de comunidades quilombolas, indígenas, estudantes, professores, gestores públicos, empresários e outros segmentos da sociedade, as cartas depositadas na Cápsula do Tempo constituem um legado para as futuras gerações, registrando perspectivas, compromissos e expectativas de uma sociedade que busca um futuro ambientalmente mais justo, inclusivo e sustentável.

A iniciativa também está relacionada ao Projeto Mais Verde, desenvolvido pela OASA, que teve início em Extremoz e atualmente está presente em nove municípios, promovendo ações de educação ambiental, produção e distribuição de mudas, arborização e recuperação ambiental.

Durante o evento, Anne Delgado destacou o caráter diferenciado da iniciativa e a conexão estabelecida entre as ações desenvolvidas no presente e as gerações futuras. “A cápsula do tempo é um projeto diferenciado. Conhecer o Projeto Mais Verde, que iniciou em Extremoz e hoje está em nove municípios, também é conhecer uma iniciativa que está ligada ao futuro. Serão cartas, vídeos e outros registros que ficarão disponíveis no site do museu e, em 2074, a cápsula será aberta”, afirmou.

Para Anne, a parceria representa uma aproximação entre ciência, meio ambiente, memória e patrimônio. “Estamos ligados com o futuro. É um casamento com o museu”, ressaltou.

O diretor do Museu Câmara Cascudo, Olavo Bessa, também destacou a importância da iniciativa para o processo de transformação e modernização da instituição. Segundo ele, a proposta apresentada por Anne Delgado dialoga com o papel do museu de preservar memórias e, ao mesmo tempo, pensar na sociedade que virá. “A cápsula foi uma proposta da Anne e é muito pertinente para as transformações do museu e da sociedade. Estamos reativando a ideia de construir para o futuro. É um casamento entre a OASA e o Museu Câmara Cascudo”, comentou.

Além da Cápsula do Tempo, a parceria entre OASA e Museu Câmara Cascudo contempla outras ações ambientais, entre elas a estruturação de um viveiro de mudas destinado a contribuir com iniciativas de arborização e reflorestamento.

Olavo Bessa ressaltou ainda a importância do Museu na guarda do patrimônio e da memória da sociedade através das gerações. A Cápsula do Tempo passa a integrar esse trabalho de preservação, guardando um retrato da sociedade contemporânea para aqueles que estarão presentes em 2074.

A governadora do Rio Grande do Norte, professora Fátima Bezerra, participou do evento e destacou ações relacionadas à proteção ambiental no estado. “Nós avançamos na proteção das nossas unidades de conservação, na defesa dos nossos recursos hídricos, na recuperação ambiental e no fortalecimento das políticas de convivência com o nosso semiárido”, afirmou. A governadora acrescentou que espera que a atual geração seja lembrada não apenas pelo que construiu, mas também pelo que teve coragem de preservar.

Ao término do evento, o público acompanhou uma apresentação cultural de Toré realizada por indígenas Potiguara de Baía da Traição, na Paraíba.

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