Greve dos bancários - Foto: Divulgação

Cotidiano

Serviço Bancários de instituições privadas suspendem greve no RN; públicos seguem fechados

O acordo, porém, não foi acatado pelos funcionários dos bancos públicos. Com isso, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste seguem com portas fechadas

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de setembro de 2026 às 08:38

Os trabalhadores bancários vinculados a instituições financeiras privadas no Rio Grande do Norte decidiram suspender a greve geral após aceitarem os termos do acordo apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A decisão do fim do movimento de paralisação foi formalizada em assembleia realizada na noite desta terça-feira (8), após um dia de fechamento de agências no estado.

O acordo, porém, não foi acatado pelos funcionários dos bancos públicos. Com isso, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste seguem com portas fechadas. Apenas os caixas eletrônicos e os canais digitais estão funcionando.

A proposta de acordo coletivo aprovada pelos bancários das instituições privadas prevê a reposição da inflação oficial acrescida de um ganho real de 0,6% nos salários, além da renovação das cláusulas de direitos da convenção coletiva vigente e da estruturação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) do setor bancário. A aprovação da medida regulariza o atendimento presencial nas agências dos bancos privados no estado.

Condições para a suspensão do movimento e críticas sindicais

Apesar de aprovar a formalização do acordo de encerramento da greve, o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN) manifestou críticas públicas aos percentuais oferecidos pelos bancos. O diretor sindical Marcos Tinôco ressaltou, em pronunciamento gravado em vídeo, que o RN foi a única base sindical do país a deflagrar greve e paralisar as atividades, após rejeitar a proposta original no início da semana.

A direção do SEEB-RN explicou que a suspensão da mobilização local foi forçada pela aprovação nacional do acordo pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e demais entidades representativas de outros estados, fator que isolou politicamente o movimento potiguar. “Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”, pontuou o dirigente.

O sindicato ressaltou as reclamações sobre os percentuais da PLR e a perda do poder de compra, afirmando que a categoria segue enfrentando cenários internos de assédio moral e metas abusivas que geram adoecimento ocupacional. O movimento estadual projetava uma adesão de cerca de 80% do efetivo funcional, mas optou pela normalização das agências sob o compromisso de continuidade das reivindicações locais por direitos e melhorias no ambiente de trabalho.

>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp

Tags