Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Cotidiano

CRISE NO STF Afastamento de Andrei Rodrigues da Polícia Federal provoca “indignação e revolta” na cúpula

Decisão também afastou diretor de Inteligência da PF; julgamento começou nesta terça-feira (8), mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de setembro de 2026 às 11:56

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, provocou reação dentro da corporação. Segundo relatos de bastidores, integrantes da cúpula da PF receberam a medida com “indignação e revolta”.

Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. A decisão está relacionada a relatórios de inteligência produzidos pela corporação que, segundo o ministro, envolveram o monitoramento de autoridades.

Durante o afastamento, o diretor-executivo Willian Murad deve assumir interinamente a direção-geral da PF.

A decisão de Mendonça começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF nesta terça-feira (8). Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção do afastamento. Já Gilmar Mendes pediu vista do processo, suspendendo o julgamento.

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Segundo Mendonça, a medida busca permitir que integrantes do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria PF exerçam suas funções sem o que ele classificou como “constrangimentos ilegais”.

O caso envolve uma disputa sobre a produção e a circulação de relatórios de inteligência da Polícia Federal e a atuação de integrantes do STF. Mendonça também determinou apurações sobre a atuação dos envolvidos.

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