O líder regional da AfD, Ulrich Siegmund, celebrou o desempenho nas urnas. Foto: Instagram

O líder regional da AfD, Ulrich Siegmund, celebrou o desempenho nas urnas. Foto: Instagram

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Legislativo Extrema-direita vence eleição regional na Alemanha e causa repercussão na Europa

O resultado marca a primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que um partido classificado como extremista de direita vence uma eleição estadual na Alemanha. O resultado gerou manifestações imediatas entre líderes europeus

por: Com informações da RTP

Publicado 7 de setembro de 2026 às 15:00

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, realizadas no último domingo (6). Com 100% dos votos apurados, a legenda obteve 43,8% da preferência do eleitorado, ficando a apenas três cadeiras de alcançar a maioria absoluta no parlamento regional.

A sigla superou com ampla margem a União Democrata Cristã (CDU), legenda do chanceler alemão Friedrich Merz, que somou 17,5% dos votos, segundo dados preliminares das emissoras públicas ARD e ZDF. O resultado marca a primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que um partido classificado como extremista de direita vence uma eleição estadual na Alemanha.

O líder regional da AfD, Ulrich Siegmund, celebrou o desempenho nas urnas.“Fizemos história. É um sinal para toda a Alemanha. É claro que temos um mandato para governar. Estenderemos a mão a quem quiser resolver conosco os problemas que surgiram neste país”, declarou.

A co-líder nacional do partido, Alice Weidel, reforçou que a votação enfraquece a liderança nacional. Segundo Weidel, o chanceler Friedrich Merz tornou-se um “fardo” e um “grande obstáculo ao desenvolvimento” do país, projetando que a meta da sigla é atingir ao menos 40% dos votos nas eleições federais de 2029.

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Por outro lado, o primeiro-ministro local e candidato da CDU derrotado, Sven Schulze, reconheceu o “duro golpe”, visto que o partido obteve metade dos votos registrados em 2021. Já Thorsten Frei, líder do grupo parlamentar da CDU em Berlim, classificou o pleito como um momento sem precedentes.

Embora os demais partidos somem votos suficientes para formar uma maioria sem a AfD, a expressiva vitória da legenda dificulta composições viáveis, já que exigiria a união de forças antagônicas, como a conservadora CDU e o partido A Esquerda, que obteve 8,6%.

O resultado gerou manifestações imediatas entre líderes europeus. O ministro de Assuntos Europeus da França, Benjamin Haddad, e o ministro francês das Finanças, Roland Lescure, classificaram o avanço da extrema-direita alemã como um momento grave e preocupante diante do avanço de ondas populistas. Na mesma linha, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polônia, Radoslaw Sikorski, tratou o cenário como um sinal de alerta.

Em contrapartida, representantes da direita internacional comemoraram o resultado. O líder português do partido Chega, André Ventura, o dirigente do Vox espanhol, Santiago Abascal, e o vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, parabenizaram a sigla pelo desempenho eleitoral. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também compartilhou um gráfico com os números da votação em gesto de apoio à legenda alemã.

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