As exportações do Rio Grande do Norte acumularam US$ 920,13 milhões entre janeiro e agosto deste ano, registrando um crescimento de 44,3% em comparação aos US$ 637,58 milhões do mesmo período de 2025.
Segundo dados divulgados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a balança comercial potiguar consolidou um superávit de US$ 606,27 milhões no acumulado do ano, impulsionada pelo faturamento de óleos de petróleo e de ouro bruto.
No recorte de agosto 2026, as exportações do Rio Grande do Norte movimentaram US$ 141,89 milhões, valor que representa um salto de 92% em relação aos US$ 73,90 milhões faturados no mesmo período de 2025.
Na via oposta, as importações potiguares registraram uma contração no período, caindo de US$ 29,89 milhões em 2025 para US$ 25,51 milhões em 2026, o que ampliou o saldo positivo de divisas para a economia local.
Óleos de petróleo e ouro lideram pauta exportadora
A pauta de produtos exportados pelo estado potiguar em 2026 aponta para uma forte especialização nas áreas mineral e de combustíveis. Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) lideram de forma isolada as receitas de exportação, gerando US$ 482,69 milhões no período.
O segundo principal ativo é o ouro em formas brutas ou semimanufaturadas, que faturou US$ 210,80 milhões. A fruticultura potiguar aparece na terceira colocação com o escoamento de melões, melancias e mamões frescos, gerando US$ 116,36 milhões em vendas externas. Outros produtos relevantes incluem tecidos de algodão (US$ 13,75 milhões), sal marinho e cloreto de sódio puro (US$ 12,99 milhões), minérios de tungstênio e seus concentrados (US$ 12,60 milhões) e chapas e películas de plástico (US$ 6,37 milhões).
Panamá e Canadá concentram maiores compras do RN
No detalhamento geográfico dos mercados compradores, o Panamá consolidou-se como o principal destino comercial das exportações do Rio Grande do Norte em 2026, respondendo pela importação de US$ 347,22 milhões em bens potiguares.
O segundo maior parceiro comercial do estado foi o Canadá, com a compra de US$ 159,58 milhões, seguido pelos Países Baixos (Holanda), que importaram US$ 74,50 milhões em produtos estaduais. Completando o ranking dos principais parceiros comerciais do RN constam a República Dominicana (US$ 54,64 milhões), a Suíça (US$ 54,28 milhões), os Estados Unidos (US$ 39,17 milhões), o Peru (US$ 33,47 milhões), o Reino Unido (US$ 30,97 milhões) e a Espanha (US$ 30,02 milhões).
Exportações aos Estados Unidos
As exportações do Rio Grande do Norte destinadas aos Estados Unidos registraram um crescimento de 365,8% no mês de agosto de 2026 em comparação com igual período de 2025. O faturamento do estado potiguar com o mercado norte-americano somou US$ 7,62 milhões em agosto deste ano, contra US$ 1,63 milhão verificado no mesmo mês do ano anterior, demonstrando a recuperação do fluxo de vendas bilaterais a despeito de tensões comerciais existentes entre os dois países.
No acumulado dos primeiros oito meses de 2026, as vendas do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos totalizaram US$ 39,17 milhões. O ano corrente apresentou oscilações mensais significativas em sua captação. A maior receita do ano foi registrada no mês de fevereiro, com US$ 7,67 milhões, seguida de perto pelo resultado de agosto (US$ 7,62 milhões). Os demais meses de 2026 apresentaram os seguintes resultados: janeiro (US$ 2,89 milhões), março (US$ 4,40 milhões), abril (US$ 5,74 milhões), maio (US$ 3,81 milhões), junho (US$ 2,41 milhões) e julho (US$ 4,61 milhões).
Exportações brasileiras
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto de 2026, um crescimento de 23,8%, impulsionado por exportações de US$ 33,2 bilhões. No acumulado de janeiro a agosto, o saldo positivo atingiu US$ 55,3 bilhões, consolidando o segundo melhor resultado histórico para o período.
O crescimento das vendas externas foi liderado pelas indústrias extrativa (+16,4%) e de transformação (+10,2%), com destaque para minérios de cobre, petróleo bruto, soja e café. Regionalmente, as exportações para a Europa saltaram 22,1% e as destinadas aos Estados Unidos cresceram 12,1%, apesar das barreiras tarifárias. Em contrapartida, as vendas de minério de ferro recuaram 10,8% e as de carne bovina caíram 19,7%, este último resultado impactado pelo atingimento da cota de importação estabelecida pela China.
A corrente de comércio alcançou US$ 58,9 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica para o mês. Diante desse cenário, o Mdic revisou para cima a projeção de superávit para o fechamento de 2026, elevando a meta de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A estimativa oficial supera as expectativas do mercado financeiro, que projeta, via Boletim Focus, um saldo comercial de US$ 78 bilhões para o encerramento do ano.
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