Alfredo Gaspar, vice na chapa com Flávio Bolsonaro, cumprirá agenda no RN com Rogério Marinho. Foto: Beto Barata/PL
A capital potiguar será palco, na tarde da próxima segunda-feira, 7 de setembro, de uma manifestação de oposição nacional que pede o afastamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ato está agendado para as 15h no Largo do Atheneu, no bairro de Petrópolis, na Zona Leste de Natal, e contará com as presenças do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do candidato a vice-presidente, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL).
Antes da mobilização em Petrópolis, Marinho e Gaspar cumprirão agendas conjuntas de campanha eleitoral no domingo (6), no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. O ato no Rio Grande do Norte ocorre de forma paralela a manifestações de oposição convocadas em outras capitais do país, motivadas pela recente crise institucional do STF decorrente do vazamento de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores do Partido Liberal (PL), a orientação para os candidatos majoritários e proporcionais que discursarão nos atos de 7 de setembro é manter um tom moderado de preservação institucional, evitando ataques diretos à legitimidade das cortes de Justiça do país. Aliados de campanha ressaltam que o cuidado visa afastar acusações de ameaças à democracia que marcaram atos bolsonaristas em anos anteriores.
Apesar da busca por um tom mais cauteloso adotado por alguns senadores do partido, a manifestação nacional unificada — cujo palanque principal será instalado na Avenida Paulista, em São Paulo — reunirá diversas correntes políticas e lideranças civis e religiosas, como o pastor Silas Malafaia, que prometem discursos duros de oposição institucional.
Os organizadores dos atos afirmam que as revelações do caso do Banco Master impulsionaram a mobilização popular para o feriado de Independência. Lideranças do PL na Câmara dos Deputados e aliados defendem que há uma ligação política evidente entre o Executivo federal e o STF, criticando o presidente Lula por não afastar autoridades policiais sob investigação.
Os vídeos de convocação para os protestos deste ano, que inicialmente focavam em temas gerais de resgate econômico, custo de vida, liberdade e independência do país, foram unificados sob a palavra de ordem “fora, Lula; fora Moraes”, servindo como pauta de protesto comum para os atos agendados no estado e no país.
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