A ideia é abordar o pescado tanto pelo seu valor nutricional quanto pela variedade. Foto: Agência Brasil
Entre as ações previstas está a iniciativa “Sexta é dia de peixe”, que pretende associar o consumo de pescado a este dia específico da semana como forma de estimular a inclusão regular na alimentação
Publicado 31 de agosto de 2026 às 20:00
Inicia neste dia 1º a Semana do Pescado 2026, campanha que reúne ações relacionadas à alimentação, diversificação de espécies e preparos, gastronomia e à formação de hábitos de consumo. A proposta está estruturada em quatro eixos: saúde, curiosidade, prazer e hábito. A ideia é abordar o pescado tanto pelo seu valor nutricional quanto pela variedade.
Entre as ações previstas está a iniciativa “Sexta é dia de peixe”, que pretende associar o consumo de pescado a este dia específico da semana como forma de estimular a inclusão regular na alimentação. A estratégia é apresentada no planejamento como uma maneira de criar uma rotina de consumo ao longo do ano.
Outra frente prevista envolve a distribuição de fichas informativas em peixarias e mercados. Os materiais devem apresentar características sensoriais dos pescados, fornecendo informações que auxiliem na escolha do produto e ampliem o conhecimento do consumidor sobre diferentes tipos de pescado.
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Gastronomia e diversidade regional
A programação prevê apoio a eventos gastronômicos relacionados à cultura local com objetivo de aproximar o consumo de pescado das tradições culinárias de diferentes regiões. Entre os exemplos indicados estão o tambaqui, relacionado à culinária da Região Norte, a tainha, em Santa Catarina, e a anchova, no Rio Grande do Sul. A proposta é utilizar preparos regionais para apresentar a diversidade de espécies e tradições.
A presença do pescado na alimentação escolar também integra o contexto da campanha. O alimento já integra cardápios escolares em diferentes regiões do país e pode contribuir para diversificar as refeições oferecidas a crianças e adolescentes. Sendo um alimento rico em fonte de proteínas e alto valor biológico, fornecendo nutrientes como ácidos graxos ômega-3, vitaminas A, D e do complexo B e minerais como cálcio, fósforo, ferro, zinco e selênio.
Outro aspecto relacionado ao consumo e à cadeia produtiva é a rastreabilidade do pescado. Desde abril de 2026, a Nota Fiscal do pescado passou a ser estabelecida como documento comprobatório da origem de produtos provenientes da pesca e da aquicultura para controle da matéria-prima. Deve conter o número do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), conforme a categoria correspondente; o número de identificação do estabelecimento de destino junto ao Serviço de Inspeção Oficial; e o nome comum e a quantidade da espécie de pescado. Outras informações, como a categoria do RGP, também podem constar do documento.
Mobilização de diferentes setores
Semana do Pescado prevê uma agenda de mobilização com participação de entidades representativas dos setores de comércio, indústria, produção, restaurantes e supermercados.
Entre as instituições mencionadas no planejamento estão Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), além de representações regionais.
Outra frente prevista é a elaboração de um guia alimentar sobre pescado, com participação de pesquisadores e parceria com a área da saúde. A proposta é reunir informações técnicas em linguagem acessível sobre características nutricionais do alimento e sua presença na alimentação da população.
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