Polícia Federal investiga suposto esquema envolvendo ativos digitais no Rio Grande do Norte | Foto: Polícia Federal
Operação Blue Mirage cumpre mandado de busca e apreensão no RN; investigação apura captação irregular de dinheiro, promessa de rentabilidade fixa e transferência de ativos para outros endereços digitais
Publicado 25 de agosto de 2026 às 10:47
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Blue Mirage para investigar um suposto esquema de captação irregular de dinheiro de terceiros em Parelhas, que, segundo a investigação, teria características de pirâmide financeira e operaria por meio de uma empresa de investimentos em ativos digitais. A operação cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar expedido pela Justiça Federal potiguar.
Segundo a PF, o investigado teria recebido valores de pessoas atraídas pela promessa de investimentos em ativos digitais. Entre as condições oferecidas estaria uma rentabilidade fixa diária, além de bônus para quem indicasse novos participantes.
A investigação também busca esclarecer o destino dos valores e ativos recebidos. Conforme os elementos reunidos até o momento, parte dos recursos teria sido transferida para outros endereços digitais.
Segundo a Polícia Federal, o investigado teria captado recursos de terceiros sob a promessa de rentabilidade fixa e utilizado uma estrutura de indicação para atrair novos participantes. A investigação apura se os valores recebidos eram efetivamente aplicados em ativos digitais e como os recursos eram movimentados posteriormente.
Os policiais também procuram identificar a origem, o destino e o volume dos valores envolvidos.
Um dos pontos investigados pela PF é a transferência dos valores recebidos para outros endereços digitais. Segundo a corporação, a movimentação dos ativos faz parte da apuração sobre o destino dos recursos e sobre a forma como o suposto esquema teria funcionado.
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Os equipamentos e documentos apreendidos durante a operação serão analisados pelos investigadores para buscar novas informações sobre as transações e a eventual participação de outras pessoas.
Os fatos são apurados, em tese, como possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a economia popular e de lavagem de capitais. A investigação ainda está em andamento. A eventual responsabilização criminal dependerá da comprovação dos fatos e da análise da Justiça.
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