O Rio Grande do Norte terá 14 candidatos ligados às forças de segurança nas eleições de 2026. São 11 policiais militares e três integrantes das Forças Armadas, de acordo com levantamento feito pelo NOVO com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa uma redução de 48% em relação ao pleito de 2022.
Há quatro anos, foram 27 candidatos desse grupo: 12 policiais militares, sete policiais civis, seis militares reformados e dois integrantes das Forças Armadas. Em 2018, foram 24 candidatos, sendo 13 policiais militares, cinco policiais civis, três militares reformados e cinco integrantes das Forças Armadas.
A redução acompanha a queda no número total de candidaturas registradas no Rio Grande do Norte. Ao todo, 324 nomes disputam cargos eletivos no estado. O número é 40% menor do que o registrado nas eleições de 2022 e representa o menor total de candidatos desde 2010, quando 249 pessoas participaram do pleito.
Em todo o Brasil, dos 20.501 candidatos registrados para as eleições deste ano, 921 usam patentes no nome de urna ou declaram integrar as forças de segurança. A participação desse grupo caiu de 5,1% em 2022 para 4,5% em 2026.
Em 2026, três postulantes a cargos eletivos são integrantes das Forças Armadas no Rio Grande do Norte. Neste caso, segundo a Constituição de 1988, aqueles com mais de dez anos de serviço podem se afastar temporariamente para disputar eleições. Se não forem eleitos, podem retornar à ativa. Em caso de vitória nas urnas, passam para a inatividade no momento da diplomação.
Outra característica dos candidatos militares é que o Partido Liberal (PL) concentra 71% dos concorrentes deste ano, entre eles os policiais militares Sargento Gonçalves e Coronel Brilhante, que disputam vagas na Câmara dos Deputados.
O uso de patentes e graduações militares permanece comum nos nomes de urna de postulantes aos cargos de deputado estadual e federal. Entre as mais comuns estão as denominações de Cabo, Sargento, Major e Coronel.
O número de candidatos que utilizam patentes no nome de urna, porém, não corresponde necessariamente ao total de integrantes das forças de segurança. Alguns candidatos optaram por registrar outras ocupações profissionais. É o caso do deputado estadual Coronel Azevedo, registrado agora como “deputado”, diferentemente de 2022, quando declarou ser “policial militar” à Justiça Eleitoral.
Já o senador Styvenson Valentim retirou a patente “Capitão” do nome de urna, algo que manteve para as disputas de 2018 (ao Senado) e de 2022 (ao Governo do Estado).
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