General Sergio Etchegoyen falou sobre o 8 de janeiro e o combate ao crime organizado | Foto: Reprodução/CNN
Ex-ministro do GSI, Sergio Etchegoyen disse à CNN que não acredita em uma “trama golpista” ampla após a eleição de 2022 e criticou a classificação de PCC e CV pelos Estados Unidos
Publicado 20 de agosto de 2026 às 13:51
“Não tivemos golpe porque as Forças Armadas não aderiram”, afirmou o general da reserva Sergio Etchegoyen, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Michel Temer, em entrevista à CNN sobre os acontecimentos que se seguiram à eleição presidencial de 2022 e os atos de 8 de janeiro de 2023.
Ele afirmou que não acredita na existência de uma “trama golpista” ampla para derrubar o então presidente eleito Lula (PT). Em sua avaliação, o episódio de 8 de janeiro foi marcado por uma “grande quebra-quebra” em Brasília e não teve adesão das Forças Armadas. “Eu acho que foi estimulado por alguns irresponsáveis”.
O general também disse não acreditar que oficiais envolvidos nos episódios investigados pela Justiça fizessem parte de uma conspiração ampla para derrubar Lula. “Mas imaginar que oficiais que eu conheci, como os que estão condenados, participavam de uma grande conspiração. Não são pessoas sem inteligência”.
Etchegoyen afirmou ainda que não via disposição das Forças Armadas para participar de uma ruptura institucional depois da eleição de 2022. E declarou: “As Forças Armadas estão pagando pelo que alguns militares fizeram, num processo injusto. E não tivemos golpe porque as Forças Armadas não aderiram”.
A avaliação de Etchegoyen diverge da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou a participação de integrantes do alto escalão do governo e das Forças Armadas em uma tentativa de ruptura institucional.
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