Ex-vereador Márcio Ferreira de Aquino e outros dois réus foram absolvidos pelo Tribunal do Júri | Foto: Reprodução
Márcio Ferreira de Aquino, conhecido como “Pato Choco”, era apontado pela Polícia Civil como suposto mandante do ataque contra um bioquímico em Serrinha dos Pintos; defesa alegou negativa de autoria e falta de provas, e os três foram absolvidos pelos jurados
Publicado 18 de agosto de 2026 às 15:08
O Tribunal do Júri absolveu o ex-vereador de Serrinha dos Pintos Márcio Ferreira de Aquino, conhecido como “Pato Choco”, e outros dois homens acusados de participação em uma tentativa de homicídio contra um bioquímico no Alto Oeste potiguar. Durante o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas suficientes para ligar os três ao crime.
Também foram absolvidos Sorato de Sousa Ferreira, de 35 anos, e Ednaldo da Silva Ferreira, de 23. Os três respondiam pela acusação de tentativa de homicídio qualificado contra o bioquímico Diego Oliveira de Melo, de 36 anos, que também é policial militar.
O crime aconteceu em 4 de agosto de 2023, quando Diego chegava de carro à própria residência, em Serrinha dos Pintos. Segundo a investigação, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram vários disparos contra ele.
Mesmo atingido por um tiro no quadril, o bioquímico conseguiu deixar o local dirigindo até Martins. Ele pediu ajuda à Polícia Militar e foi levado para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, onde recebeu atendimento.
Durante a investigação, a Polícia Civil apontou Sorato e Ednaldo como os supostos executores do atentado. Segundo o inquérito, eles teriam sido contratados pelo então vereador Márcio Ferreira de Aquino para matar Diego.
Com base na investigação, o Ministério Público ofereceu denúncia contra os três por tentativa de homicídio qualificado. A Justiça também determinou a prisão preventiva dos acusados. Durante o julgamento, realizado no Fórum Municipal Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal, os três negaram participação no crime e exerceram o direito ao silêncio diante das perguntas da acusação.
O Ministério Público e a assistência de acusação pediram a condenação dos réus e sustentaram que as provas e os depoimentos reunidos no processo apontavam a participação deles no atentado. A defesa sustentou que não havia provas suficientes para ligar os acusados ao crime e pediu a aplicação do princípio in dubio pro reo, segundo o qual, diante da dúvida, a decisão deve favorecer o réu.
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Os jurados acolheram a tese defensiva e absolveram os três.
Após o resultado, a juíza Eliana Alves Marinho expediu alvarás de soltura para os três. Os documentos, porém, não resultaram na saída deles da prisão porque os acusados respondem a outros processos. Segundo as informações do processo, os três permanecem presos por causa dessas outras ações.
Ainda de acordo com a investigação, os suspeitos fugiram em direção à BR-226. A motocicleta usada no ataque teria sido abandonada durante a fuga, e os homens teriam seguido em um carro.
Márcio Ferreira de Aquino também responde a outros processos por crimes contra a vida, entre eles um duplo homicídio e outro homicídio ocorridos em Serrinha dos Pintos.
Os casos são independentes do processo julgado nesta segunda (17), no qual Márcio foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio contra o bioquímico.
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