Segundo dados do Índice FipeZAP, o cenário potiguar destaca-se pelo alto retorno financeiro de locação (rental yield). | Foto: Reprodução
O mercado imobiliário de Natal registrou uma valorização de 8,87% no preço médio de venda de imóveis residenciais nos últimos 12 meses, superando a média nacional de 5,4% e o índice de inflação oficial acumulado (IPCA de 4,4%). Segundo dados do Índice FipeZAP, o cenário potiguar destaca-se pelo alto retorno financeiro de locação (rental yield), índice no qual Natal ocupa a quarta posição entre as 22 capitais brasileiras avaliadas.
Apesar da valorização acumulada, os preços absolutos de aquisição de imóveis na capital potiguar continuam figurando entre os mais baixos na comparação direta com as capitais mais populosas da região Nordeste.
No segmento de compra e venda de residências e apartamentos, o bairro de Capim Macio concentra o metro quadrado mais valorizado de Natal, avaliado em R$ 7.771. Na sequência do levantamento de bairros nobres da capital potiguar aparecem Tirol (R$ 7.289/m²), Ponta Negra (R$ 7.092/m²), Nossa Senhora de Nazaré (R$ 6.988/m²) e Lagoa Nova (R$ 6.669/m²).
Esses indicadores contrastam com mercados imobiliários vizinhos de alto padrão, onde os preços nos bairros nobres ultrapassam com frequência a barreira dos R$ 12 mil por metro quadrado, caso das capitais Maceió, São Luís, Salvador, Fortaleza e João Pessoa.
No setor de aluguel residencial, Ponta Negra lidera o ranking de locação mais cara de Natal, com o metro quadrado custando, em média, R$ 53,60 mensais. Em seguida figuram Petrópolis (R$ 47,50/m²), Capim Macio (R$ 45,90/m²), Candelária (R$ 44,90/m²) e Lagoa Nova (R$ 42,70/m²).
Como os preços de locação são proporcionalmente mais elevados em relação ao custo de aquisição dos ativos, Natal consolidou-se como um mercado atrativo para investidores do segmento de renda de aluguel.
A taxa de retorno anual (rental yield) na capital potiguar atingiu 7,85%, o quarto maior indicador do país, ficando atrás apenas de Recife (8,47%), Belém (8,18%) e Manaus (7,99%), e superando a média nacional de 6,14%.
A dinâmica do mercado de compra e venda no Nordeste revela que a maior valorização em 12 meses foi registrada em Salvador (BA), onde o metro quadrado subiu 11,2%, seguida por Fortaleza (CE) (+9,7%), Aracaju (SE) (+9,1%) e João Pessoa (PB) (+8,81%). O metro quadrado mais caro do Nordeste é o da praia de Pajuçara, em Maceió (AL), com R$ 13.909. Em seguida, vêm Ponta D’Areia, em São Luís (MA), com R$ 13.532, e Barra, em Salvador (BA), que está avaliado em R$ 13.278.
Em Fortaleza (CE), o bairro Meireles tem metro quadrado de R$ 12.937. Em João Pessoa (PB), Cabo Branco registra R$ 12.700. Recife (PE) tem Parnamirim como bairro mais caro, com R$ 10.236, enquanto Teresina (PI) tem Jóquei, com R$ 9.236, e Aracaju (SE), Jardins, com R$ 8.941.
Na comparação dos bairros mais caros de cada capital, Natal aparece com o menor valor entre as nove cidades analisadas. Depois de Capim Macio, os maiores preços da capital são registrados em Tirol (R$ 7.289), Ponta Negra (R$ 7.092), Nossa Senhora de Nazaré (R$ 6.988) e Lagoa Nova (R$ 6.669).
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No mercado de aluguel, Recife (PE) apresenta o maior preço médio entre as capitais nordestinas, com R$ 64,11 por metro quadrado. Natal aparece abaixo de Recife (PE), mas tem bairros com valores superiores aos de outras capitais. Ponta Negra registra R$ 53,60 por metro quadrado, seguida por Petrópolis (R$ 47,50), Capim Macio (R$ 45,90), Candelária (R$ 44,90) e Lagoa Nova (R$ 42,70).
A rentabilidade do aluguel em Natal é de 7,85% ao ano, a quarta maior entre as capitais consideradas no levantamento. O índice fica atrás de Recife (PE) (8,47%), Belém (PA) (8,18%) e Manaus (AM) (7,99%), e acima da média nacional, de 6,14%.
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