Ministro Marco Buzzi durante sessão do STJ. | Foto: Sérgio Amaral/STJ
A maioria do Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), aplicar ao ministro Marco Buzzi a pena de disponibilidade com proposta de perda do cargo, em julgamento de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado após denúncias de importunação sexual. Segundo o tribunal, trata-se da primeira decisão desse tipo na história da Corte. Os 28 ministros presentes votaram, por unanimidade, pela condenação no processo disciplinar.
O PAD foi instaurado após uma jovem de 18 anos denunciar o ministro por importunação sexual. Posteriormente, uma servidora também afirmou ter sido vítima de crime sexual atribuído a Buzzi. A segunda denúncia foi revelada pelo Metrópoles.
Embora todos os ministros presentes tenham votado pela condenação, houve divergência em relação à punição. A maioria optou pela disponibilidade com proposta de perda do cargo, enquanto quatro ministros defenderam a aplicação da aposentadoria compulsória.
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A destituição definitiva do cargo, no entanto, ainda depende de uma nova etapa. Conforme as regras em vigor, caberá à Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá sobre a perda do cargo.
Internamente, porém, o STJ já considera a vaga ocupada por Marco Buzzi como aberta para fins administrativos. O procedimento segue as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para casos dessa natureza.
Mesmo condenado pelo STJ, Marco Buzzi não perde automaticamente o cargo.
Pelas regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ):
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