Exame de sangue pode identificar a hepatite antes do surgimento de sintomas. | Foto: Reprodução/OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta segunda-feira (28), Dia Mundial da Hepatite: cerca de 287 milhões de pessoas viviam com hepatite B ou C crônica em 2025, muitas sem saber que estavam infectadas. A doença pode permanecer silenciosa durante anos e, quando não é diagnosticada e tratada a tempo, evoluir para cirrose e câncer de fígado.
A data foi criada para conscientizar a população sobre as hepatites virais, inflamações que atingem o fígado e continuam entre as principais causas de mortes evitáveis no mundo. Segundo a OMS, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas morreram em 2024 em decorrência das hepatites B e C.
A organização destaca que a detecção precoce faz diferença no tratamento. Um simples exame de sangue pode identificar a infecção antes do aparecimento de sintomas, permitindo iniciar o acompanhamento médico e reduzir o risco de complicações graves.
Apesar da existência de vacinas eficazes contra a hepatite B e de tratamentos capazes de controlar a doença — além da possibilidade de cura para a hepatite C — milhões de pessoas continuam sem diagnóstico ou atendimento. Entre os principais obstáculos apontados pela OMS estão a falta de informação, o estigma e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
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Neste ano, a campanha mundial traz o tema “Hepatite: vamos acabar com ela”. Segundo a especialista do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatite e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OMS, Clarice Pinto, ampliar o acesso à prevenção, aos testes e ao tratamento é essencial para evitar mortes que podem ser prevenidas.
A OMS afirma que eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030 é uma meta possível, desde que governos ampliem a vacinação, facilitem o diagnóstico e garantam tratamento para quem precisa.
A OMS orienta que procure uma unidade de saúde para realizar o exame quem:
Segundo a organização, o exame é feito por meio de uma coleta de sangue.
A OMS destaca que já existem ferramentas eficazes para combater as hepatites virais:
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