Governo quer negociar preços menores para ampliar a oferta de medicamentos no SUS. | Foto: Agência Brasil

Cotidiano

SAÚDE SUS cria estratégia para reduzir preço de remédios e ampliar acesso a tratamentos caros

Novo comitê vai negociar preços de medicamentos e pode ampliar a oferta de tratamentos contra câncer e doenças autoimunes na rede pública

por: NOVO Notícias

Publicado 27 de julho de 2026 às 19:13

O Ministério da Saúde criou um comitê permanente para negociar preços de medicamentos comprados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca reduzir os gastos com remédios e usar a economia para ampliar a oferta de novos tratamentos, principalmente para pacientes com câncer, doenças autoimunes e outras enfermidades de alto custo.

Segundo a pasta, o grupo será responsável por negociar valores com os laboratórios, principalmente nos casos em que um medicamento é vendido por apenas uma empresa ou quando o preço de um remédio já incorporado ao SUS aumenta de forma significativa.

De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a iniciativa pretende tornar as negociações mais eficientes e garantir preços mais baixos para o governo. Com isso, parte dos recursos economizados poderá ser destinada à incorporação de novas tecnologias e medicamentos na rede pública.

O comitê será acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão responsável por avaliar e recomendar a inclusão de novos tratamentos no sistema público de saúde.

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O Ministério da Saúde informou que o SUS compra cerca de R$ 31,3 bilhões por ano em vacinas, medicamentos e outros insumos. Pelo volume das compras, a expectativa é conseguir descontos superiores a 50% em alguns medicamentos novos ou recém-incorporados.

Segundo a pasta, modelos semelhantes já são adotados em mais de 40 países, entre eles Canadá, Inglaterra, Austrália e França.

O que muda na prática?

  • O SUS vai negociar diretamente o preço de alguns medicamentos.
  • A prioridade será reduzir gastos com remédios de alto custo.
  • A economia poderá financiar a entrada de novos tratamentos na rede pública.
  • O foco inclui medicamentos usados contra câncer, doenças autoimunes e outras enfermidades complexas.

Quando o comitê poderá atuar?

  • Quando o medicamento for vendido por apenas um laboratório.
  • Quando não houver possibilidade de licitação.
  • Quando um remédio já oferecido pelo SUS tiver aumento expressivo de preço.
  • Sempre que a Conitec ou áreas técnicas do Ministério da Saúde acionarem o grupo.
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