Penitenciária Federal de Mossoró integra o sistema de segurança máxima do país. | Foto: Reprodução

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SEGURANÇA Manter chefes de facções presos custa R$ 279 milhões por ano aos cofres públicos; Mossoró integra sistema federal

Sistema Penitenciário Federal abriga 461 presos ligados a organizações criminosas e registra aumento contínuo nas despesas

por: NOVO Notícias

Publicado 26 de julho de 2026 às 18:11

Manter líderes de facções criminosas e outros presos considerados de alta periculosidade nas penitenciárias federais custou R$ 279,3 milhões aos cofres públicos em 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O Sistema Penitenciário Federal conta com cinco unidades, entre elas a Penitenciária Federal de Mossoró, no Oeste do RN.

O sistema abriga atualmente 461 detentos com vínculo identificado com organizações criminosas. Desse total, 159 são apontados pela Senappen como lideranças regionais ou nacionais de facções criminosas.

Os gastos com o sistema vêm aumentando ao longo dos últimos anos. Em 2021, as despesas somaram R$ 191,9 milhões. O valor subiu para R$ 225 milhões em 2022, chegou a R$ 256,2 milhões em 2023, ficou em R$ 239,3 milhões em 2024 e alcançou R$ 279,3 milhões em 2025, o maior da série apresentada.

O custo médio anual por preso também cresceu. Em 2025, cada detento custou, em média, R$ 46.462,44, maior valor registrado desde o início da série histórica, em 2020. Nos dois primeiros meses de 2026, o custo anualizado informado pela Senappen ficou em R$ 46.208,88.

Além da unidade de Mossoró, o Sistema Penitenciário Federal possui presídios de segurança máxima em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

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Segundo a Senappen, atualmente há integrantes de 37 organizações criminosas custodiados nessas unidades, incluindo PCC, Comando Vermelho (CV), Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Sindicato do Crime e Terceiro Comando Puro (TCP).

De acordo com a secretaria, os presos são separados conforme a facção criminosa à qual pertencem, seguindo critérios previstos na Lei de Execução Penal e protocolos de segurança. O órgão informou ainda que não houve homicídios nem rebeliões motivadas por conflitos entre facções nas penitenciárias federais desde a criação do sistema.

Quanto custa manter o sistema federal

2021: R$ 191,9 milhões
2022: R$ 225 milhões
2023: R$ 256,2 milhões
2024: R$ 239,3 milhões
2025: R$ 279,3 milhões

Quem está nas penitenciárias federais

  • 461 presos ligados a organizações criminosas
  • 159 líderes de facções
  • 37 facções identificadas
  • Presídios em:
    • Mossoró (RN)
    • Brasília (DF)
    • Campo Grande (MS)
    • Catanduvas (PR)
    • Porto Velho (RO)

Custo médio por preso

  • 2020 (jul-dez): R$ 25.256,83
  • 2021: R$ 31.294,71
  • 2022: R$ 39.724,26
  • 2023: R$ 43.783,41
  • 2024: R$ 41.861,52
  • 2025: R$ 46.462,44 (maior valor da série)
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