Lula e Donald Trump conversaram por telefone nesta segunda-feira (26) - Foto: Ricardo Stuckert
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto de entrada no Brasil para os diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson nesta sexta-feira (24). Os funcionários do Departamento de Estado dos EUA foram citados pelo jornal “The Washington Post” por atuarem em estratégias para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A viagem estava prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais de 4 de outubro.
A diplomacia brasileira avaliou que os diplomatas norte-americanos não exerceriam o papel de observadores eleitorais tradicionais. A decisão do Itamaraty ocorreu após o registro de declarações do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a representantes de 40 países sobre suposto uso de urnas de origem venezuelana. A informação já havia sido desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) classificaram a tentativa de missão diplomática como inusitada. Os magistrados afirmaram que a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em tema de competência exclusiva do país. Os ministros do STF defenderam uma reação formal do TSE ao envio da comitiva norte-americana.
A iniciativa de envio dos diplomatas partiu do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O senador Flávio Bolsonaro negou que esteja questionando as urnas eletrônicas, mas defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições de 4 de outubro.
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