Espanha celebra o bicampeonato mundial conquistado na final contra a Argentina. | Foto: Reprodução/Fifa

Esporte

COPA 2026 Copa do Mundo de 2026 termina com recordes e bicampeonato da Espanha

Primeiro Mundial com 48 equipes superou expectativas, ampliou o protagonismo de seleções emergentes e foi marcado por recordes históricos dentro e fora de campo

por: NOVO Notícias

Publicado 20 de julho de 2026 às 14:43

A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história como a maior já realizada pela Fifa. Disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o torneio reuniu, pela primeira vez, 48 seleções, ampliou o número de partidas e encerrou-se no último domingo (19) com o bicampeonato da Espanha, que derrotou a Argentina por 2 a 1 na prorrogação da decisão disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Com a conquista, a seleção espanhola levantou sua segunda taça mundial, repetindo o feito alcançado em 2010, na África do Sul. O volante Rodri foi eleito o melhor jogador da competição e liderou a delegação espanhola no retorno a Madri, onde jogadores e comissão técnica foram recebidos pela família real e por autoridades do governo antes das comemorações com os torcedores.

A edição de 2026 representou uma mudança significativa no principal torneio do futebol mundial. O aumento de 32 para 48 seleções gerou dúvidas antes da competição sobre uma possível perda de qualidade técnica.

Ao encerrar sua primeira edição com 48 participantes, a Copa do Mundo de 2026 deixa como legado a ampliação da representatividade entre as seleções, novos recordes esportivos e um formato que passa a ser o padrão para as próximas edições do principal torneio do futebol mundial.

Jogadores da Espanha comemoram o segundo título mundial após a vitória por 2 a 1 sobre a Argentina na final. | Foto: Reprodução/Fifa

Veja fatos sobre a Copa

Campeã do Mundo, a Espanha tomou a primeira posição da Argentina no ranking da Fifa. Os europeus dominaram os hermanos e concluíram 20 vezes a gol. Já o time de Messi não finalizou uma vez sequer durante os 90 minutos.

A Copa do Mundo de 2026 encerrou com saldo positivo em relação à principal novidade do torneio: o aumento de 32 para 48 seleções.

Estreantes como Cabo Verde surpreenderam positivamente, e as seleções africanas ganharam destaque ao classificar nove equipes para o mata-mata, dissipando os temores de queda na qualidade técnica.

O Mundial das Américas foi marcado por uma enxurrada de quebra de recordes individuais. O francês Kylian Mbappé e o argentino Lionel Messi pulverizaram a marca histórica do alemão Klose, alcançando 22 e 21 gols em Copas, respectivamente.

Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro atleta a marcar em seis edições diferentes, enquanto o técnico francês Didier Deschamps bateu o recorde de partidas comandadas (26 jogos).

Além das emoções em campo, como a virada da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal, o torneio foi impulsionado pelas novas regras contra a “cera”, inovações no protocolo do hino e o fenômeno da inteligência artificial.

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A Copa de 2026 teve 104 jogos e 308 gols no total. Média de 2,96 gols por partida, a maior desde 1970. Torneio teve o maior número absoluto de gols na história (308).

França e Inglaterra lideraram a artilharia por seleção (20 gols cada). Argentina somou 19 gols como seleção. Artilharia individual foi disputada ao longo do torneio.

Kylian Mbappé foi o artilheiro do Mundial de 2026, com 10 gols. Com o total, tornou-se o maior goleador histórico da Copa, com 22 gols. Recorde anterior pertencia a Miroslav Klose.

Brasil foi eliminado nas oitavas pela Noruega, por 2 a 1. Noruega ocupava o 31º lugar no ranking da Fifa; Brasil estava em 6º. Foi a maior diferença de ranking em que o Brasil foi eliminado desde 1992.

Holanda teve alto desempenho em aproveitamento de finalizações, segundo Opta. Estados Unidos, Argentina, Japão e Bélgica também superaram a expectativa de gols. Brasil e Equador ficaram entre os piores no índice de conversão.

56% dos gols do torneio foram marcados no segundo tempo (174 gols). Foram 126 gols no primeiro tempo; 8 gols ocorreram na prorrogação. Houve 16 pênaltis (excluídos os de desempate) e 14 gols contra.

Torcida da Escócia e da Noruega destacaram-se pela presença e celebração. Cânticos argentinos e ingleses também marcaram o torneio. Ambiente de estádio foi um dos aspectos mais comentados.

Houve 15 expulsões na Copa de 2026. Total superou edições recentes, mas ficou abaixo do recorde de 2006 (28 expulsões). Uma expulsão gerou pedido público do então presidente dos EUA, Donald Trump.

Protocolo do hino foi alterado para permitir a entrada dos 26 jogadores. Bandeirões gigantes passaram a ser estendidos no campo antes das partidas. Mudança buscou reduzir cenas isoladas de jogadores fora do padrão.

Vozinha, goleiro de Cabo Verde, tornou-se celebridade após boas atuações. Seu público no Instagram saltou de 40 mil para milhões durante o torneio. Jogador recebeu proposta de mercado e ganhou visibilidade internacional.

Argentina não finalizou nenhuma vez no tempo normal da final de 2026. Sofascore confirmou zero finalizações argentinas na final contra a Espanha. Marca inédita na história das finais.

Copa de 2030 será sediada por Espanha, Portugal e Marrocos. Argentina, Paraguai e Uruguai terão jogos comemorativos. Evento celebra o centenário do Mundial de 1930.

UEFA e CAF apresentaram candidatura conjunta; Fifa aprovou em dezembro de 2024. Formato de 2030 abrangerá seis países e três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos receberão a maior parte das partidas.

Espanha, Portugal e Marrocos terão 101 das 104 partidas previstas. Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão uma partida cada como homenagem. A primeira será no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Candidatura de 2030 prevê 11 estádios na Espanha e três em Portugal. Marrocos terá seis sedes espalhadas pelo país. Na América do Sul: Centenário, Monumental de Núñez e o Nacional do Paraguai.

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