Casal de pastores foi indiciado pela Polícia Civil de Roraima. | Foto: Polícia Civil de Roraima
Investigação identificou seis vítimas que prestaram depoimento; polícia afirma que casal usava a religião para conquistar a confiança das adolescentes e manter o silêncio delas
Publicado 16 de julho de 2026 às 16:37
A Polícia Civil de Roraima indiciou nesta quarta-feira (16) o casal de pastores Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24, pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Segundo a investigação, eles usavam a igreja que mantinham em Boa Vista e a influência religiosa para abusar de adolescentes.
O inquérito começou em abril deste ano, após o responsável por uma adolescente de 14 anos procurar a polícia e denunciar o casal. Durante as investigações, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente reuniu depoimentos, documentos e outras provas que levaram à identificação de seis vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos se aproveitavam da posição de líderes religiosos para conquistar a confiança das adolescentes e evitar suspeitas entre os fiéis. A investigação também aponta que, em alguns casos, eram oferecidos dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para que as vítimas não denunciassem os abusos.
“Estamos diante de um caso desafiador, especialmente pelo ambiente em que os crimes teriam sido praticados, valendo-se da fé e da vulnerabilidade espiritual das vítimas”, afirmou a delegada Kamilla Basto, responsável pelo caso.
Além das seis vítimas que prestaram depoimento, outras cinco pessoas foram identificadas com indícios de terem sofrido abusos, mas optaram por não formalizar denúncia, segundo a polícia.
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A investigação também apontou a participação de uma mulher de 20 anos, suspeita de apagar provas que estavam no celular de Wenderson. Ela foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores.
Crimes
Wenderson foi indiciado por estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica.
Arielly responderá por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.
O inquérito foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Roraima. A delegada responsável pelo caso também solicitou a prisão preventiva do casal.
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