Operação investiga descontos irregulares em benefícios previdenciários. | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Primeiro relatório da Operação Sem Desconto foi enviado ao STF e aponta suspeitas de corrupção e desvios ligados a descontos indevidos em benefícios do INSS
Publicado 14 de julho de 2026 às 17:35
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outras 47 pessoas no primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O documento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Também foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis, e Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de crimes como corrupção e outras irregularidades relacionadas aos descontos associativos aplicados em benefícios previdenciários sem autorização dos segurados.
A investigação faz parte da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril do ano passado. De acordo com a PF, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 bilhões.
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Este é o primeiro relatório final apresentado pela Polícia Federal no caso. Conforme antecipado pela CNN na semana passada, o documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF.
Parte dos investigados permanece presa desde 17 de dezembro do ano passado. A Polícia Federal priorizou a conclusão desse primeiro relatório antes de dar continuidade às demais etapas da investigação.
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