Maria Eduarda morreu aos 21 anos após salto de rope jump em ponte de Limeira | Foto: Reprodução
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou quatro pessoas acusadas pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser arremessada de uma ponte durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP). Segundo a denúncia, ela teria sido lançada sem estar presa à corda de segurança.
Foram denunciados Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Os três homens podem responder por homicídio com dolo eventual, quando a Justiça entende que houve aceitação do risco de matar, além de qualificadoras como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o MPSP, os responsáveis pela atividade tinham conhecimento dos riscos e deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos antes do salto.
A promotoria também afirma que a atividade era explorada comercialmente sem cumprir exigências legais, como cadastro no Ministério do Turismo, seguro de responsabilidade civil e documentos de ciência de risco assinados pelos participantes.
Em relação a Evelyne dos Santos Gonçalves, o Ministério Público também apontou suspeita de fraude processual. De acordo com a denúncia, ela teria determinado a localização da câmera usada pela vítima e a exclusão de imagens que poderiam ajudar na investigação. O equipamento continua desaparecido.
O MPSP pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária da mulher em preventiva. A promotoria também solicitou que os acusados sejam condenados ao pagamento de R$ 200 mil por reparação dos danos causados.
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho, após participar de uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. Segundo as investigações, o salto ocorreu de uma altura de aproximadamente 30 metros.
A atividade consiste em um salto de um ponto elevado com o participante preso por uma corda conectada a uma estrutura de segurança. Conforme a investigação, no caso de Maria Eduarda, a conexão não teria sido feita antes do lançamento.
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Após a morte da jovem, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos ao local. As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis avaliaram ações como reforço dos bloqueios e até a retirada da estrutura.
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