Valor médio é do quilo, no caso de restaurantes self-services - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon Natal) realizou um levantamento de preços de restaurantes self-service na capital potiguar nos meses de fevereiro e março. A pesquisa abrangeu 76 estabelecimentos, incluindo o centro da cidade, shopping centers e bairros residenciais, com o objetivo de informar os consumidores sobre os valores praticados.
De acordo com o levantamento, o preço médio da quentinha tipo 1 foi de R$ 13,36; a tipo 2 custou em média R$ 15,92; e a tipo 3, R$ 18,53. A maior variação foi registrada na quentinha tipo 2, cujo menor preço foi R$ 12,00 e o maior R$ 22,00, uma diferença de 83,33%.
No caso do prato executivo, o valor médio identificado foi de R$ 25,47, enquanto o prato do dia teve um custo médio de R$ 16,21. Já o self-service por quilo apresentou preço médio de R$ 82,78, com a maior tarifa chegando a R$ 115,90 e a menor a R$ 49,90, representando uma variação de 132,26%.
A pesquisa também destacou diferenças nos valores das refeições self-service entre as regiões de Natal. O preço médio da refeição na capital R$ 82,78. Na região Leste, que inclui bairros como Tirol, Petrópolis e Praia do Meio, houve o registro do maior preço médio, chegando a R$ 91,45 por quilo. Em seguida, a região Sul, abrangendo Capim Macio, Candelária e Ponta Negra, registrou preço médio de R$ 80,85.
A região Norte apresentou um preço médio de R$ 80,72, enquanto a região Oeste teve o menor custo, com um valor médio de R$ 76,45. No centro da cidade, onde há grande concentração comercial, o quilo da refeição custou em média R$ 78,90.
O Procon Natal também analisou o impacto do custo das refeições no orçamento do consumidor em relação ao salário-mínimo. O levantamento aponta que um trabalhador gasta, em média, 32,62% do salário-mínimo para almoçar diariamente em um restaurante self-service, considerando uma refeição de 400g por 22 dias úteis. Para quem opta pela quentinha, o gasto mensal é de R$ 350,24, representando 25,09% do salário-mínimo.
A diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, reforça que os consumidores devem estar atentos aos seus direitos na hora de escolher um restaurante. “Os estabelecimentos que oferecem refeição por quilo devem informar o valor total do quilo e não apenas o equivalente a 100g, além de indicar o peso do prato. Também é proibida a cobrança de taxa por desperdício de comida deixada no prato, e o pagamento de gorjeta é opcional”, destacou.
O levantamento faz parte da primeira edição da pesquisa realizada pelo Procon Natal com o objetivo de monitorar e informar os consumidores sobre os preços das refeições na cidade. Denúncias sobre práticas abusivas podem ser feitas na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, 181, Cidade Alta, ou pelo e-mail procon.natal@natal.rn.gov.br.
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