Após a publicação da matéria “Na mira do Ministério Público, hospital da Hapvida receita ‘kit covid’ até a pacientes sem teste para a doença“, publicada na edição 25, do NOVO Notícias, leitores do jornal relataram experiências semelhantes à da denúncia que provocou a investigação em curso pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte.
No caso apurado pelo MPRN, o denunciante relatou que precisou receber atendimento médico no Hospital Antônio Prudente, administrado pelo Grupo Hapvida, onde recebeu a prescrição médica do chamado “kit covid”, após relatar sintomas gripais como dor de garganta, mesmo sem ter feito um teste para a doença. Ao questionar a médica sobre o motivo da prescrição, ela teria dito que se tratava de um protocolo padrão adotado pela administração do hospital e repassado aos profissionais médicos.
A publicação motivou outras pessoas a relatarem casos parecidos que vivenciaram no mesmo hospital. Os relatos foram divulgados nos comentários da matéria no Instagram. Um dos relatos, uma mulher disse ter ido à unidade médica com uma alergia, contudo, recebeu do hospital o famoso “kit covid”.
“Eu tive que assinar um termo pra poder sair do hospital, quando questionei disseram que era protocolo, eu louca pra sair de lá assinei e peguei tudo em um saco! Eu tinha na verdade uma alergia!! Eu não tomei os remédios, mas recebi tudo dentro de um saco e fui embora!”, diz a leitora.
Em outro comentário, um leitor conta que ainda possui a receita médica, no entanto, ele sequer teve teste feito para a doença: “Eu ainda tenho minha receita, e detalhe que não fiz o teste pra confirmar que estava com covid”.
No caso da matéria, o Ministério Público solicitou informações diretamente à administração do Hospital Antônio Prudente. O parquet encaminhou quatro questionamentos, que foram respondidos, em alguns casos, com certa omissão, como no caso da primeira pergunta, onde o hospital confirma existir um “protocolo institucional” para tratar pacientes com Covid-19.
Ao responder, o Hospital Antônio Prudente confirma a existência do protocolo, mas é completamente omisso com relação às medicações e procedimentos utilizados, conforme se observa na no destacado da imagem abaixo.
O segundo questionamento, também importante ressaltar, o órgão ministerial pergunta se o protocolo é aplicado a todos os pacientes suspeitos de Covid.
Na resposta, o Hospital Antônio Prudente diz que a prescrição é feita apenas após realizada a consulta médica e “efetivado o diagnóstico da doença“. Apesar disso, não é o que se mostra nos relatos de leitores e da denúncia que provocou a investigação, quando se constata testemunhos de que pessoas receberam o “kit covid” sem sequer o teste feito para a doença, conforme mostra o trecho do processo aberto no MPRN.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias